(A Bíblia é um plágio de mitologias anteriores) A Bíblia importou diversos mitos que no passado deram certo no controle das massas de outras regiões, e os adaptou a sua Hermenêutica.


                                                                                                                            


Vamos conhecer um dos pontos mais conflitantes da mitologia bíblica, o dilúvio. Entre outras narrativas e observações que nos sugere as escrituras "sagradas". Veremos o relato bíblico e também de outras fontes para que possamos fazer nossas considerações.


                                    (O Dilúvio)



(Gênesis 6: 1): "E ACONTECEU que, como os homens começaram a multiplicar-se sobre a face da terra, e lhes nasceram filhas, 2 Viram os filhos de Deus que as filhas dos homens eram formosas; e tomaram para si mulheres de todas as que escolheram. 3 Então disse o SENHOR: Não contenderá o meu Espírito para sempre com o homem; porque ele também é carne; porém os seus dias serão cento e vinte anos. 4 Havia naqueles dias gigantes na terra; e também depois, quando os filhos de Deus entraram às filhas dos homens e delas geraram filhos; estes eram os valentes que houve na antiguidade, os homens de fama."

5 E viu o SENHOR que a maldade do homem se multiplicara sobre a terra e que toda a imaginação dos pensamentos de seu coração era só má continuamente. 6 Então arrependeu-se o SENHOR de haver feito o homem sobre a terra e pesou-lhe em seu coração. 7 E disse o SENHOR: Destruirei o homem que criei de sobre a face da terra, desde o homem até ao animal, até ao réptil, e até à ave dos céus; porque me arrependo de os haver feito. 8 Noé, porém, achou graça aos olhos do SENHOR. 9 Estas são as gerações de Noé. Noé era homem justo e perfeito em suas gerações; Noé andava com Deus.

10 E gerou Noé três filhos: Sem, Cão e Jafé. 11 A terra, porém, estava corrompida diante da face de Deus; e encheu-se a terra de violência. 12 E viu Deus a terra, e eis que estava corrompida; porque toda a carne havia corrompido o seu caminho sobre a terra. 13 Então disse Deus a Noé: O fim de toda a carne é vindo perante a minha face; porque a terra está cheia de violência; e eis que os desfarei com a terra. 14 Faze para ti uma arca da madeira de gofer; farás compartimentos na arca e abetumarás por dentro e por fora com betume.

15 E desta maneira a farás: De trezentos côvados o comprimento da arca, e de cinqüenta côvados a sua largura, e de trinta côvados a sua altura. 16 Farás na arca uma janela, e de um côvado a acabarás em cima; e a porta da arca porás ao seu lado; far-lhe-ás andares, baixo, segundo e terceiro. 17 Porque eis que eu trago um dilúvio de águas sobre a terra, para desfazer toda a carne em que há espírito de vida debaixo dos céus; tudo o que há na terra expirará. 18 Mas contigo estabelecerei a minha aliança; e entrarás na arca, tu e os teus filhos, tua mulher e as mulheres de teus filhos contigo. 19 E de tudo o que vive, de toda a carne, dois de cada espécie, farás entrar na arca, para os conservar vivos contigo; macho e fêmea serão. 20 Das aves conforme a sua espécie, e dos animais conforme a sua espécie, de todo o réptil da terra conforme a sua espécie, dois de cada espécie virão a ti, para os conservar em vida. 21 E leva contigo de toda a comida que se come e ajunta-a para ti; e te será para mantimento, a ti e a eles. 22 Assim fez Noé; conforme a tudo o que Deus lhe mandou, assim o fez."

GÊNESIS 7 Gênesis 7:1 "DEPOIS disse o SENHOR a Noé: Entra tu e toda a tua casa na arca, porque tenho visto que és justo diante de mim nesta geração. 2 De todos os animais limpos tomarás para ti sete e sete, o macho e sua fêmea; mas dos animais que não são limpos, dois, o macho e sua fêmea. 3 Também das aves dos céus sete e sete, macho e fêmea, para conservar em vida sua espécie sobre a face de toda a terra. 4 Porque, passados ainda sete dias, farei chover sobre a terra quarenta dias e quarenta noites; e desfarei de sobre a face da terra toda a substância que fiz. 5 E fez Noé conforme a tudo o que o SENHOR lhe ordenara. 6 E era Noé da idade de seiscentos anos, quando o dilúvio das águas veio sobre a terra. 7 Noé entrou na arca, e com ele seus filhos, sua mulher e as mulheres de seus filhos, por causa das águas do dilúvio.

8 Dos animais limpos e dos animais que não são limpos, e das aves, e de todo o réptil sobre a terra, 9 Entraram de dois em dois para junto de Noé na arca, macho e fêmea, como Deus ordenara a Noé. 10 E aconteceu que passados sete dias, vieram sobre a terra as águas do dilúvio. 11 No ano seiscentos da vida de Noé, no mês segundo, aos dezessete dias do mês, naquele mesmo dia se romperam todas as fontes do grande abismo, e as janelas dos céus se abriram, 12 E houve chuva sobre a terra quarenta dias e quarenta noites. 13 E no mesmo dia entraram na arca Noé, seus filhos Sem, Cão e Jafé, sua mulher e as mulheres de seus filhos.

14 Eles, e todo o animal conforme a sua espécie, e todo o gado conforme a sua espécie, e todo o réptil que se arrasta sobre a terra conforme a sua espécie, e toda a ave conforme a sua espécie, pássaros de toda qualidade. 15 E de toda a carne, em que havia espírito de vida, entraram de dois em dois para junto de Noé na arca. 16 E os que entraram eram macho e fêmea de toda a carne, como Deus lhe tinha ordenado; e o SENHOR o fechou dentro. 17 E durou o dilúvio quarenta dias sobre a terra, e cresceram as águas e levantaram a arca, e ela se elevou sobre a terra. 18 E prevaleceram as águas e cresceram grandemente sobre a terra; e a arca andava sobre as águas. 19 E as águas prevaleceram excessivamente sobre a terra; e todos os altos montes que havia debaixo de todo o céu, foram cobertos.

20 Quinze côvados acima prevaleceram as águas; e os montes foram cobertos. 21 E expirou toda a carne que se movia sobre a terra, tanto de ave como de gado e de feras, e de todo o réptil que se arrasta sobre a terra, e todo o homem. 22 Tudo o que tinha fôlego de espírito de vida em suas narinas, tudo o que havia em terra seca, morreu. 23 Assim foi destruído todo o ser vivente que havia sobre a face da terra, desde o homem até ao animal, até ao réptil, e até à ave dos céus; e foram extintos da terra; e ficou somente Noé, e os que com ele estavam na arca. 24 E prevaleceram as águas sobre a terra cento e cinqüenta dias."

GÊNESIS 8 Gênesis 8 :1 "E LEMBROU-SE Deus de Noé, e de todos os seres viventes, e de todo o gado que estavam com ele na arca; e Deus fez passar um vento sobre a terra, e aquietaram-se as águas. 2 Cerraram-se também as fontes do abismo e as janelas dos céus, e a chuva dos céus deteve-se. 3 E as águas iam-se escoando continuamente de sobre a terra, e ao fim de cento e cinqüenta dias minguaram. 4 E a arca repousou no sétimo mês, no dia dezessete do mês, sobre os montes de Ararate.

5 E foram as águas indo e minguando até ao décimo mês; no décimo mês, no primeiro dia do mês, apareceram os cumes dos montes. 6 E aconteceu que ao cabo de quarenta dias, abriu Noé a janela da arca que tinha feito. 7 E soltou um corvo, que saiu, indo e voltando, até que as águas se secaram de sobre a terra. 8 Depois soltou uma pomba, para ver se as águas tinham minguado de sobre a face da terra.

9 A pomba, porém, não achou repouso para a planta do seu pé, e voltou a ele para a arca; porque as águas estavam sobre a face de toda a terra; e ele estendeu a sua mão, e tomou-a, e recolheu-a consigo na arca. 10 E esperou ainda outros sete dias, e tornou a enviar a pomba fora da arca. 11 E a pomba voltou a ele à tarde; e eis, arrancada, uma folha de oliveira no seu bico; e conheceu Noé que as águas tinham minguado de sobre a terra. 12 Então esperou ainda outros sete dias, e enviou fora a pomba; mas não tornou mais a ele. 13 E aconteceu que no ano seiscentos e um, no mês primeiro, no primeiro dia do mês, as águas se secaram de sobre a terra. Então Noé tirou a cobertura da arca, e olhou, e eis que a face da terra estava enxuta.

14 E no segundo mês, aos vinte e sete dias do mês, a terra estava seca. 15 Então falou Deus a Noé dizendo: 16 Sai da arca, tu com tua mulher, e teus filhos e as mulheres de teus filhos. 17 Todo o animal que está contigo, de toda a carne, de ave, e de gado, e de todo o réptil que se arrasta sobre a terra, traze fora contigo; e povoem abundantemente a terra e frutifiquem, e se multipliquem sobre a terra. 18 Então saiu Noé, e seus filhos, e sua mulher, e as mulheres de seus filhos com ele. 19 Todo o animal, todo o réptil, e toda a ave, e tudo o que se move sobre a terra, conforme as suas famílias, saiu da arca. 20 E edificou Noé um altar ao SENHOR; e tomou de todo o animal limpo e de toda a ave limpa, e ofereceu holocausto sobre o altar.

21 E o SENHOR sentiu o suave cheiro de carne queimada, e o SENHOR disse em seu coração: Não tornarei mais a amaldiçoar a terra por causa do homem; porque a imaginação do coração do homem é má desde a sua meninice, nem tornarei mais a ferir todo o vivente, como fiz. 22 Enquanto a terra durar, sementeira e sega, e frio e calor, e verão e inverno, e dia e noite, não cessarão."

Veremos agora a versão greco-romana, anterior à versão bíblica Estando assim povoado o mundo, seus primeiros tempos constituíram uma era de inocência e ventura, chamada a Idade de Ouro. Reinavam a verdade e a justiça, embora não impostas pela lei, e não havia juízes para ameaçar ou punir.

As florestas ainda não tinham sido despojadas de suas árvores para fornecer madeira aos navios, nem os homens haviam construído fortificações em torno de suas cidades. Espadas, lanças, ou elmos eram objetos desconhecidos. A terra produzia tudo necessário para o homem, sem que este se desse ao trabalho de lavrar ou colher.Vicejava uma primavera perpétua, as flores cresciam sem sementes, as torrentes dos rios eram de leite e de vinho, o mel dourado escorria dos carvalhos. Seguiu-se a Idade da Prata, inferior à de Ouro, porém melhor à de Cobre.

Júpiter reduziu a primavera e dividiu o ano em estações. Pela primeira vez o homem teve de sofrer os rigores do calor e do frio, e tornaram-se necessárias às casas. As primeiras moradas foram as cavernas, os abrigos das árvores frondosas e cabanas feitas de hastes. Tornou-se necessário plantar para colher. O agricultor teve de semear e de arar a terra, com a ajuda do boi. Veio, em seguida, a Idade de Bronze, já mais agitada e sob a ameaça das armas, mas ainda não inteiramente má. A pior foi a Idade do Ferro. O crime irrompeu, como uma inundação; a modéstia, a verdade e a honra fugiram, deixando em seus lugares a fraude e a astúcia, a violência e a insaciável cobiça. Os marinheiros estenderam as velas aos ventos e as árvores foram derrubadas nas montanhas para servir de quilhas dos navios e ultrajar a face do oceano.

A terra, que até então fora cultivada em comum, começou a ser dividida entre os possuidores. Os homens não se contentaram com o que produzia a superfície; escavou-se então a terra e tirou-se do seu seio os minérios e metais. Produziu-se o danoso ferro e o ainda mais danoso ouro. Surgiu a guerra, utilizando-se de um e de outro como armas; o hóspede não se sentia mais em segurança em casa de seu amigo; os genros e sogros, os irmãos e irmãs, os maridos e mulheres não podiam confiar uns nos outros. Os filhos desejavam a morte dos pais, a fim de lhes herdarem a riqueza; o amor familiar caiu prostrado.

A terra ficou úmida de sangue, e os deuses a abandonaram, um a um, até que ficou somente A estréia, que, finalmente, acabou também partindo. Vendo aquele estado de coisas, Júpiter indignou-se e convocou os deuses para um conselho. Todos obedeceram à convocação e tomaram o caminho do palácio do céu. Esse caminho pode ser visto por qualquer um nas noites claras, atravessando o céu, e é chamado de Via Láctea.

Ao longo dele ficam os palácios dos deuses ilustres; a plebe celestial vive à parte, um lado ou de outro. Dirigindo-se à assembléia, Júpiter expôs as terríveis condições que reinavam na Terra e encerrou suas palavras anunciando a intenção de destruir todos os seus habitantes e fazer surgir uma nova espécie, diferente da primeira, que seria mais digna de viver e saberia melhor cultuar os deuses. Assim dizendo, apoderou-se de um raio e estava prestes a atirá-lo contra o mundo, destruindo-o pelo fogo, quando atentou para o perigo que o incêndio poderia acarretar para o próprio céu. Mudou, então, de ideia e resolveu inundar a terra. O vento norte, que espalha as nuvens, foi encadeado; o vento sul foi solto e em breve cobriu todo o céu com escuridão profunda.

As nuvens, empurradas em bloco, romperam-se com fragor; torrentes de chuva caíram; as plantações inundaram-se; o trabalho de um ano do lavrador pereceu numa hora. Não satisfeito com suas próprias águas, Júpiter pediu a ajuda de seu irmão Netuno. Esse soltou os rios e lançou-os sobre a terra. Ao mesmo tempo, sacudiu-a com um terremoto e lançou o refluxo do oceano sobre as praias. Rebanhos, animais, homens e casas foram engolidos e os templos, com seus recintos sacros, profanados. Todo edifício que permanecera de pé foi submerso e suas torres ficaram abaixo das águas. Tudo se transformou em mar, num mar sem praias.

Aqui e ali, um indivíduo refugia-se num cume e alguns poucos, em barcos, apoiam o remo no mesmo solo que ainda há pouco o arado sulcara. Os peixes nadam sobre os galhos das árvores; a âncora se prende num jardim. Onde recentemente os cordeirinhos brincavam, as focas cabriolam desajeitadamente. O lobo nada entre as ovelhas, os fulvos leões e os tigres lutam nas águas. A força do javali de nada lhe serve, nem a ligeireza do cervo.

Os seres vivos que a água poupara caem como presas da fome. De todas as montanhas, apenas o Parnaso ultrapassa as águas. Ali, Deucalião (filho de Prometeu) e sua esposa Pirra (filha de Epimeteu e Pandora), da linhagem de Prometeu, encontram refúgio, ele é um homem justo, ela, uma devota fiel dos deuses. Vendo que não havia outro vivente além desse casal, e lembrando-se de sua vida inofensiva e de sua conduta piedosa, Júpiter ordenou aos ventos do norte que afastassem as nuvens e mostrassem o céu à terra e a terra ao céu. Também Netuno ordenou a Tritão que soasse sua concha determinando a retirada das águas.

As águas obedeceram; o mar voltou às suas costas e os rios, aos seus leitos. Deucalião assim se dirigiu, então, à Pirra: "Ó esposa, única mulher sobrevivente, unida a mim primeiramente pelos laços do parentesco e do casamento, e agora por um perigo comum, pudéssemos nós possuir o poder de nosso antepassado Prometeu e renovar a espécie, como ele fez, pela primeira vez! Como não podemos, porém, dirijamo-nos àquele templo e indaguemos dos deuses o que nos resta fazer." Entraram num templo coberto de lama e aproximaram-se do altar, onde nenhum fogo crepitava.

Prostraram-se na terra e rogaram à deusa que os esclarecesse sobre a maneira de se comportar naquela situação miserável. "Saí do templo com a cabeça coberta e as vestes desatadas e atirai para trás os ossos de vossa mãe" - respondeu o oráculo. Estas palavras foram ouvidas com assombro.

Pirra foi a primeira a romper o silêncio: "Não podemos obedecer; não vamos nos atrever a profanar os restos de nossos pais". Seguiram pela fraca sombra do bosque, refletindo sobre o oráculo. Afinal, Deucalião falou: "Se minha sagacidade não me ilude, poderemos obedecer à ordem sem cometermos qualquer impiedade.

A terra é a mãe comum de todos nós; as pedras são seus ossos; poderemos lançá-las para trás de nós; e creio ser isto que o oráculo quis dizer. Pelo menos, não fará mal tentar." Os dois velaram o rosto, afrouxaram as vestes, apanharam as pedras e atiraram-nas para trás. As pedras (maravilha das maravilhas!) amoleceram e começaram a tomar forma. Pouco a pouco, foram assumindo uma grosseira semelhança com a forma humana, como um bloco ainda mal acabado nas mãos de um escultor.

A umidade e o lodo que havia sobre elas transformaram-se em carne; a parte pétrea transformou-se nos ossos; as veias ou veios de pedra continuaram veias, conservando seu nome e mudando apenas sua utilidade. As pedras lançadas pelas mãos do homem tornaram-se homens. as lançadas pela mulher tornaram-se mulheres.

Era uma linhagem-espécie forte e bem disposta para o trabalho como até hoje somos, mostrando bem a nossa origem." Pode parecer surpreendente a semelhança desta história com a lenda de Noé (o Dilúvio bíblico), mas saiba você que o mito do dilúvio se repete em muitas culturas como a babilônica (Gilgamesh); a chinesa; a asteca; a hindu; a maia, etc, culturas essas bem mais antigas que a dos hebreus e por conseguinte, a bíblica.

Em 1915 o erudito inglês Alan Millard, assistente interino do Departamento de Antiguidade da Ásia Ocidental no Museu Britânico, após salvar da destruição, originais sumerianos que foram ditos como malditos e feitos pelo Diabo para enganar os homens, pôde restaurar outros três quintos de texto dos fragmentos armazenados no porão do museu, onde aparece na epopéia de Gilgamesh a narração do dilúvio persa.

Enquanto analisava um texto que tinha sido desenterrado mais de um século antes, ele notou que os escritos pareciam estranhamente com os do livro de Gênesis. Esta história épica estava preservada num tablete de mais de 1.200 linhas. O tablete em si provavelmente datava do século XVII AEC., mas a história que ele recontava remonta a séculos do período babilônico mais antigo. A história, apesar de apresentada de uma perspectiva teológica dos babilônicos, contém muitos detalhes que são semelhantes aos relatos bíblicos da criação e do dilúvio, provando assim que o conto bíblico é uma cópia do mito babilônico.

 No conto babilônico os deuses governavam a terra (Gênesis 1.1). Eles fazem o homem do pó da terra misturado com sangue (. Gn 2.7; 3.19; Lv 17.11). Para tomar dos deuses inferiores a responsabilidade de cuidar da terra (Gn 2.15). Quando os homens se multiplicam sobre a terra e se torna muito barulhento, um dilúvio é enviado (depois de uma série de pragas) para destruir a humanidade (Gn 2.15).

Um homem chamado Atrahasis é avisado sobre o dilúvio e recebe ordens para construir um barco. (Gn 6.14). Ele constrói um barco e enche-o de comida, animais e pássaros. Por este meio ele é salvo enquanto o resto do mundo perece (cf. Gn 6.122). Muito do texto é destruído neste ponto, portanto não há registro da atracagem do barco. Contudo, como na conclusão do relato bíblico, a história termina com Atrahasis oferecendo um sacrifício aos deuses e o deus principal aceitando a continuação da existência humana (cf. Gn 8.20-22)".

A epopéia de Gilgamesh, a semelhança com o mito da criação é extremamente surpreendente. Só para lembrarmos, de que, a religião persa é muito anterior à aventura bíblica, e sabendo que muitos hebreus cumpriram uma estadia forçada na terra de Atrahasis, fica muito claro a apropriação do mito pelos hebreus. Temos ainda outros heróis fantásticos que passaram por um Dilúvio, como Unaptashim, no conto sumeriano.

A versão bíblica do dilúvio é sem duvida alguma de todas as versões, a mais improdutiva e incorre em erros notadamente previsíveis devido à falta de minudência que o relator bíblico não possuía em mãos na hora de redigir o mito, que era repassado oralmente. A simplicidade e pobreza do folclore hebreu, que poderíamos dizer, era como um pirata mitólogo falseando e copiando lendas e historias, foi piorado, pelas traduções mal feitas, das escrituras bíblicas, por cristãos ofuscados pelo fanatismo.

Pode ocorrer uma dúvida ao leitor de o porque do conto bíblico ser tedioso e os contos pagãos semelhantes serem mais sucintos, se ambos cogitam sobre o mesmo assunto?

Acontece, que os contos pagãos foram elaborados pelo povo mesopotâmico para serem vistos apenas como pura lenda e folclore. O conto bíblico foi elaborado para ser uma verdade, e engolido como uma concepção histórico real da humanidade.

Akhenaton o pai do monoteísmo?

Temos ainda algumas dúvidas sobre a origem e cultura dos povos que viveram na Era do Bronze, (hindus, sumérios, babilônios, fenícios, hebreus etc...), mas pouco a pouco vamos iluminando com a luz forte da ciência deixando para traz a claridade parda da vela que representa a mitologia bíblica antes irretocável e sagrada.

Vamos recordar, que é apregoado aos judeus (hebreus) como primeiro povo de cultura monoteísta, conotando um certo ar de autoridade e veracidade na existência de Iahwéh. Sabemos hoje que isso não passa de um dos maiores embustes da história, como eu já havia colocado anteriormente.

Na realidade nunca houve no passado ou no presente tempo um povo monoteísta. O que se temos por aí é uma monolatria enrustida, liderada por uma entidade maior (Deus) rodeada por um panteão de entidades menores (Cristo, Espírito Santo, Anjos, Demônios e Santos ) aos montes. Se algum dia alguém chegou perto de um monoteísmo puro, esse alguém não seria um judeu, mas um egípcio...

                                                                 (Akhenaton)

O faraó Akhenaton é responsável pelo cisma religioso mais profundo nos três mil anos da civilização egípcia: Há mais de três mil anos, todas as divindades egípcias foram substituídas por um deus único, Áton, o disco solar irradiante, símbolo da vida, do amor, da verdade, arruinando o clero todo poderoso de Tebas. Na história do Egito antigo, não há casal mais sedutor à o rei Akenaton e sua esposa Nefertiti, no século XIV AEC.

Por mais excêntricas que fossem suas representações, a sedução não se limita aos seus aspectos físicos. Ambos tornaram-se personagens simbólicos da civilização egípcia por terem sido a origem do único cisma profundo conhecido pelo Egito no decorrer de seus três mil anos de história. Destituindo o todo poderoso clero de Ámon para impor um deus único, representado pelo disco solar Áton, Akenaton abria pela primeira vez na história da humanidade um caminho rumo a um quase monoteísmo. O reinado deste faraó, por muito tempo erroneamente qualificado como "herético", situa-se no fim da efervescente  XVIII dinastia, por volta de 1358 AEC.

A civilização se encontra em plena apoteose. O Egito jamais teve tamanha opulência e refinamento. Após as grandes conquistas de Tutmósis III, o momento é de paz. Amenófis III, pai de Akenaton, soube estender pelo Oriente o poder e o brilho de Tebas, centro de um grande império internacional O deus Ámon é venerado. O clero de Tebas está mais onipotente e mais onipresente à nunca, constituindo um verdadeiro Estado dentro do Estado.

Esta situação já havia preocupado diversos soberanos que, em vão, haviam tentado reduzir as ambições políticas dos chefes religiosos. Amenófis III tem consciência do perigo que este contra-poder representa para a realeza. Desde a descoberta de seu palácio, construído na margem oeste do Nilo, longe de Karnak, o que não era habitual, alguns pesquisadores lançaram a hipótese de uma ruptura voluntária com o clero de Ámon.

De fato, o nome do palácio significa "A casa de BebMaât-Rá é o disco resplandecente", associando plenamente o soberano ao deus. Tiya, esposa de Amenófis III por trinta anos, já venerava o disco solar Áton mais à Ámon, o deus oficial. Na educação dada a seu filho, o futuro Akenaton, ela pregava com força o culto deste deus cujo ideograma reflete a natureza: o olho de um deus celeste, cujo círculo evoca a íris e o ponto central a pupila.

É ela quem, uma vez criada a cidade de Akenaton, preferiu permanecer em Tebas para manter o elo entre o clero de Aton e o de Amon, a fim de evitar a invasão popular. Para o egiptólogo Alexandre Varille, "a revolução de Akenaton foi mais uma reação contra o poder temporal de Ámon à uma modificação profunda da religião. O famoso hino ao sol de Amarna exprime a mesma filosofia unitária de múltiplos textos do mais antigo Egito".

Desde o início do período histórico, a religião já estava bastante instituída, refletida e ordenada pelos teólogos. Apresenta uma uniformidade encontrada durante três milênios. Esta harmonia intelectual se traduz por uma reflexão teológica jamais interrompida, cuja inspiração jorrava sem cessar de suas próprias fontes. Por exemplo, os textos religiosos gravados nas pirâmides da V e VI dinastia são copiadas nas tumbas do Médio Império e na época da XXVI dinastia, sendo ainda utilizados. Este caráter ímpar pode surpreender tanto que se tem a impressão de lidar com um quebra-pau de divindades provenientes de todas as regiões do Egito.

Quando se vê o número impressionante de deuses locais, é preciso admitir que a velha religião era um politeísmo, que nos leva a uma grande confusão. Mas os egípcios sempre foram mais sensíveis à natureza divina latente sob a imagem de um deus do que às particularidades irredutíveis que este deus pudesse ter. De milênio em milênio, a religião vai evoluir tentando combinar em uma forma única os mais diferentes deuses. O deus do sol Rá, principalmente, constitui o núcleo de muitas combinações. Ámon de Tebas, Hórus no Horizonte, Atoum de Heliópolis: todos, no Novo Império, identificam-se como Rá. O pensamento religioso foi progressivamente elevado dos deuses locais a concepções metafísicas mais abstratas.

Em um dado momento, os egípcios devem ter sido tentados a se livrar da multidão de representações incômodas, que acabavam por mascarar a realidade mais à traduzi-la. Esta tendência levaria à extinção gradual do politeísmo. Em alguns hinos ao Sol, o ser composto Ámon-Rá-Harakhte-Atoum é invocado como deus único.

Mas ao mesmo tempo em que Ámon, Rá e Hórus possuíam cada um seu templo e seu clero, a fusão destes deuses em uma unidade real não poderia se completar, pois cada grupo tentava monopolizar em benefício de seu deus os poderes e as qualidades de todos os outros, igual ao que ocorre com o cristianismo nos tempos de hoje.

O que mais resistiu a estas tendências monoteístas foi, logicamente, o colégio dos sacerdotes de Ámon em Tebas: o mais rico e o mais poderoso do país, o que mais tinha a perder. Esta resistência explica a violência do combate que ainda se desenvolve quando, uma vez instalado ao trono, o jovem soberano que ainda se chamava Amenófis IV quer destruir o esotérico Ámon, "O que está escondido".

Para impor Áton, o disco irradiante portador de "luminosidade, vida, amor, verdade". Esta divindade não é certamente uma nova criação visto que Áton é um deus muito antigo. "Era o deus celeste Hórus que, desde os tempos pré-históricos, encarnava no rei e transportava Áton, o disco solar diurno, ou seja, Rá, através do firmamento sobre suas asas de falcão gigante", explica o egiptólogo Alain Zivie.

Akenaton se desfaz do falcão para conservar apenas o disco, cujos raios terminam em uma mão humana enviando sua força ao rei que, a exemplo de Rá, reina sobre o Horizonte. "Em alguns meses este símbolo de divindade solar foi transformado em abstração e em único deus", prossegue Alain Zivie. "Embriagado de deus", o novo rei empenha-se de maneira enérgica fazendo respeitar sua vontade de uma "experiência única a revelar".

Proclama a seus súditos que, desde os tempos mais antigos, os deuses existem sob formas gravadas em pedras, criados pelas especulações e pelas mãos de artesãos. Seu deus não é desta espécie. "Era um deus criado por si próprio, que se renovava a cada dia e permanecia gloriosamente vivo", escreve Cyril Aldred, grande especialista do período Amarniano.

Entretanto, era uma entidade abstrata, desconhecida do homem, mas designada somente pelo símbolo da luz do dia irradiando a partir do disco solar. "Este deus único era por consequência supremo, era realmente um deus, um rei celeste, cujo reinado tinha começado antes do reinado do próprio rei, seu filho e co-regente, seguramente análogo ao posterior Cristo judeu". Podemos achar igual pensamento na mitologia hindu onde Brahma também é uma divindade que não pode ser representada fisicamente, mais tarde também Iahwéh é criado pelos hebreus com as mesmas características.

Mais à qualquer outro faraó, Akenaton se considera o único intermediário entre seu deus e seus súditos. Em todas as representações Amarnianas do disco irradiante Áton, os raios luminosos dirigem-se ao rei (e à rainha, mas nunca para outra pessoa, nem mesmo aos filhos) dos "ankhs", sinais de vida sempre renovados. É através dessas forças oriundas de seu deus que Akenaton respira a própria essência da vida. Desde então, Áton substitui o conjunto de divindades até então veneradas. O nome de Amon-Rá é difundido em todo lugar e o plural da palavra do deus é extinto. Depois disso, Akenaton decide deixar Tebas. A cidade, por sua escolha, permanece impregnada de emanações do deus banido por ele.

Após ter transformado seu nome de Amenófis, que significa "Amon está satisfeito", por Akenaton, "Aquele que agrada a Áton", introduzindo em sua titulatura a palavra "akh", dando a ideia de um encaminhamento do ser em direção à luz, ele parte para instalar a nova capital do Médio Egito em Amarna. Escolhe sozinho o local, uma grande planície desértica ao leste do Nilo que forma um imenso semicírculo rodeado de altos penhascos de calcário. A forma circular do local lembra o astro levante.

Ele batiza a nova cidade Akhetaton, - o horizonte de Áton -. Ela é delimitada por estelas, fronteiras fincadas no penhasco, representando o rei, a rainha e seus filhos, protegidos por Áton. Em uma das raras estelas que não foi inteiramente destruída, pode-se ler: "Eu construirei Akhetaton no Oriente, onde nasce o Sol, no lugar que ele rodeou voluntariamente por montanhas." O culto é celebrado então nos templos sem estátuas, a céu aberto. É uma verdadeira revolução no ritual.

Não há mais procissão, pois não há mais ídolos a expor. Mas oferendas são sempre trazidas e cantam-se hinos. Um deles, composto pelo próprio rei, é de um real lirismo. A revolução amarniana não poupou a arte em todas as suas formas. É uma arte revista e corrigida à luz da nova fé, dotada de um naturalismo e uma poesia às vezes próximos do sublime. Ninguém pode esquecer a extraordinária beleza de Nefertiti, imortalizada por um busto assinado pelo escultor Tutmés, atualmente exposta no museu de Berlim.

A pureza da expressão, a delicadeza dos traços, a "espiritualidade" do olhar mostram o perturbador esplendor do rosto da rainha. Impossível também não notar as imensas estátuas representando um rei com formas femininas, ventre pesado e peito opulento, rosto e crânio alongados ao máximo, efígies que suscitam especulações. Alguns vêem nelas uma degeneração; outros interpretam suas representações como o símbolo da bissexualidade de Áton, - pai e mãe da humanidade. Mas o assunto é objeto de polêmica.

Akenaton não para cativar e de desconcentrar a todos os que se interessam por sua história. Atualmente, os egiptólogos o consideram mais como déspota à como revolucionário apaixonado pela liberdade. Eles se baseiam nos baixos-relevos que decoram sepulturas amarnianas onde aparecem atitudes não habituais na iconografia egípcia: pessoas se inclinam perante o Faraó ao invés de manterem-se eretos diante dele, como era habitual até então.

O Faraó, desde então, não se contenta mais em garantir a ordem universal, ele a decide. "Eis a heresia amarniana", diz um especialista do Louvre. "Não é a instauração de um culto solar ou de um suposto monoteísmo.

Mas a submissão da grandeza imanente que representa a ordem cósmica a um determinismo humano." Uma outra visão de Akenaton nos chega através de escritos, onde o mesmo é apresentado com uma feiúra notável para os nossos tempos. Parece que o faraó tinha metro e meio e tinha qualquer problema com sua perna direita, dando a impressão de ter tido sofrido com paralisia.

A própria Nefertiti é demonstrada com um nariz quebrado ou torto. Não se sabe direito qual a razão dessas imagens destocadas dos nobres egípcios, mas sem dúvida alguma, refere-se a algum dogma religioso. Haverá, então, neste reinado, uma exacerbação da função real e uma mudança na percepção que os egípcios tinham da natureza do rei. Isso havia começado com Hatshepsout por volta de 1479 AEC.

Esta rainha-faraó justificou seu reinado, enquanto mulher, afirmando-se da mesma essência de Ámon: o deus que se colocaria no lugar de seu pai físico, para procriá-la. Amenófis III retomou este tema apresentando-se, em seu templo de Luxor, como um filho que reencontra seu pai, o deus Áton. Foi este aspecto que desenvolveu Amenófis IV. O rei e a rainha se transmutavam na manifestação carnal, tangível, da essência solar na Terra. Desse parêntese único da história do Egito, surgiu a questão de saber se Akenaton não foi, no fundo, o pai do suposto monoteísmo, um século antes do lendário Moisés.

A tentação é sempre grande de aproximar a religião instaurada por este rei egípcio de um monoteísmo hebreu. Antes de Amenófis, o faraó era apenas uma representação do faraó divino que morava em outra dimensão. Amenófis se fez acreditar que ele era a encarnação do próprio deus, ou seja, o espírito se fez carne, como seria copiado mais tarde por todos os outros faraós subsequentes.

Na mesopotâmia, devido a Akhenaton, também ocorre a elevação dos reis para um patamar divino. Mais tarde teremos no império romano, também, a divinação dos Césares. O personagem Moisés seria o continuador da religião amarniana?

Entretanto, uma dúvida permanece quanto à transmissão desta religião. A morte de Akenaton coloca
imediatamente na sombra seus dezessete anos de reinado. A destruição de seus templos e de sua cidade fizeram desaparecer os indícios de sua passagem pelo trono do Egito. Os egípcios de então não suportavam esta intolerância religiosa que, desde sempre, lhes era estranha.

Um decreto restitui a Ámon suas prerrogativas. O clero de Tebas recupera seu papel e se esforça, no seu desejo fanático de vingança, em fazer desaparecer o nome de Akenaton das listas reais e de todos os edifícios. "Entretanto, e de uma maneira quase perversa" escreve Cyril Aldred" as idéias pelas quais Akenaton havia tanto se sacrificado não deixariam de existir completamente.

Elas perduram nos descobrimentos arqueológicos, cujo os sinais são muito difíceis de apagar, reforçando ainda mais a teoria de que a bíblia relata apenas fábulas e não fatos, pois apesar do clero de Ámon tentar apagar o nome de Akhenaton da história, isto se tornou impossível porque o grande Faraó realmente existiu, ao contrario da grande maioria de personagens bíblicos que não deixaram nenhuma marca ou vestígio, simplesmente porque não existiram. Se a observamos de mais perto, entretanto, a religião de Akenaton e a do lendário Moisés parecem dificilmente redutíveis uma à outra.

 - Antes de mais nada, seria Moisés egípcio?

Em seu livro Homme Moïse et la religion monothéiste (Moisés, o homem e a religião monoteísta), Freud relata que dificilmente aconteceria que um egípcio de alto escalão, como poderia ter sido Moisés, se colocasse à frente de uma multidão de estrangeiros emigrados, atrasados no aspecto da civilização, para deixar seu país com eles. Se Moisés não era egípcio, por que razão iria se apoderar da religião do povo que o escravizava?

No culto solar de Áton há sem dúvida um equivalente do exclusivismo bíblico. Freud reconhece que Akenaton incluiu alguma coisa nova, pela qual a doutrina do deus universal torna-se quase monoteísta: o fator da exclusividade... Mas a semelhança entre Áton e Iahwéh não fica por aqui.

Nos Dez Mandamentos, é proibido adorar qualquer outra imagem que não seja a daquele que está no mais alto dos céus, sobre a terra ou nas profundezas do oceano. Áton encontra-se representado em todo lugar, adorado sob a forma de um disco solar, que nada mais é do que a própria imagem do Faraó concebida a cada manhã pelos raios do deus.

Fica patente a semelhança de mandamentos entre Iahwéh e Aton para serem adorados sobre qualquer outro deus, sob pena de morte. O ato religioso-politico é claro, Akenaton quer poder político e o suposto Moisés idem. Iahwéh renasce a cada dia, assim como Áton. Este renascimento sistemático reflete a vontade prometeica de vencer a morte. Os egípcios fizeram de tudo para tornar possível uma existência após a morte. A religião judaica, na qual a continuação da vida após a morte jamais é evocada, renunciou completamente à imortalidade.

É muito difícil saber qual foi a perenidade da mensagem pós-morte. Sem dúvida, esta vontade de unicidade a caminho de um possível monoteísmo marcou uma evolução fundamental na história religiosa da humanidade. Nota-se uma clara evidência ímpar para se buscar no futuro pensamento mítico –cristão o renascimento de Áton. Ficamos quase que impassíveis quando nos pegamos a perguntar o porque de todo esse panteão de deuses e entidades poderosas boas ou maldosas, renegadas ou vingativas.

Qual a razão de todo esse poder oculto ministrado por síndicos ocultos?

O assunto que adentraremos agora é de extrema importância, pois veremos o que de podre existe por detrás de certas lideranças fundamentalistas e o quão perigosa pode ser uma mente perturbada pelo fanatismo religioso e conceitos de mistérios e ocultismo.

Existem sólidas evidências de que sempre foi assim: manipuladores e marionetes. Mas, quem está, invisível, no comando dos testas-de-ferro? Por trás das cortinas desse processo tido como irreversível, a globalização, quem são os diretores de cena?

E se detém o controle dos nossos cordéis, como manipulam os mercados a partir de símbolos, tecem a teia das religiões e se encobrem em sociedades secretas?

Não, parece que não é apenas uma peça de ficção. É preciso recuar muito, muitíssimo, no tempo, na História e em certos conceitos para encontrarmos o fio da meada do meu argumento. O maior truque das fraternidades que ditam a evolução ou involução dos movimentos e modelos globais é convencer a todos de que eles não existem. Vamos agora buscar as entranhas da verdadeira história, que não aparece nas linhas tímidas dos nossos improfícuos livros de escola.

Com o amplo apoio de historiadores, antropólogos, etnólogos e geneticistas, podemos, de modo geral, aceitar que o núcleo primário da chamada espécie branca seja originário das montanhas do Cáucaso, do Irã e do Curdistão. Tal princípio já estaria tão consagrado que os homens e mulheres de pele branca são, aberta e oficialmente, reconhecidos e identificados, em documentos de países do Hemisfério Norte (em especial pelos formulários do Departamento de Imigração dos Estados Unidos...), como caucasianos.

Segundo princípios de antropologia defendidos por estudiosos dessa matéria específica, desenvolveram-se duas novas linhagens terrenas, a partir do grupo caucasiano inicial: uma procurou manter-se íntegra, relacionando-se apenas entre seus membros e descendentes exclusivos, conservando a pureza genética e a aparência original, definida aos nossos olhos pela pele muito clara, cabelos louros e os olhos azuis.

Seriam, nessa ótica arrogantemente racista da Elite Global, os membros excelsos ou sublimes da nossa civilização, os que exerceriam de fato o controle de todos os demais, conhecidos e identificados apenas pelos seus pares do mais alto grau de iniciação da Fraternidade Babilônica. A outra vertente teria se formado pela interação do grupo inicial com os habitantes nativos das terras baixas, originalmente negros, amarelos ou, dando início às novas correntes biológicas terrenas, como as conhecemos hoje.

Ressalte-se, entretanto, que os integrantes dessa segunda vertente, a reprodutora, têm procurado manter-se tão "puros" quanto possível, relacionando-se quase sempre entre famílias de iguais, os descendentes do pequeno círculo formado por pessoas de antecedentes genéticos assemelhados. Estes seriam, na voz dos "especialistas", "... os membros predominantes das famílias dos Illuminati" que têm manipulado o curso da História desde os tempos da Antiga Suméria."

O círculo mais restrito e particular desses alvos habitantes das terras altas teria adquirido ou desenvolvido conhecimentos esotéricos, filosóficos e científicos tão exclusivos e sofisticados para a época que passaram a se distinguir dos demais, não somente pela aparência, mas, em especial, pela avançada cultura, atraindo para si invejas, incompreensões e hostilidades. Isso fez com que se retraíssem e passassem a compartilhar esses conhecimentos de forma velada, em associações formadas apenas entre seus iniciados, ou irmãos, daí o nome de Fraternidade dado ao seu exclusivíssimo conjunto, hoje espalhado por todo o globo terrestre.

E esses núcleos de iniciados constituíam o que hoje os pesquisadores denominam "Escolas de Mistérios" (Mistery Schools). Entre as principais, pioneiras, estavam as Escolas de Mistérios da Babilônia, do Egito e da Grécia, onde o conhecimento restrito e esotérico era guardado sob o mais estreito sigilo: na verdade, a quebra ao juramento de silêncio era punida com a morte! Segundo o filósofo e autor maçônico Manly Hall,... "As Escolas de Mistérios foram criadas e estabelecidas como sociedades secretas para evitar as interferências externas, enquanto nelas os iniciados tentavam estabelecer uma ponte que reduzisse as distâncias entre o conhecimento dos mundos material e espiritual".

O fato é que, independentemente de sua origem, visando a escapar de incômodos maiores, membros dessa sofisticada elite branca alterosa teriam emigrado, há milhares de anos para as terras mais baixas, correspondentes ao que hoje chamamos de Iraque, Egito, Israel, Palestina, Jordânia, Síria, Irã e Turquia, misturando-se seletiva e cuidadosamente aos povos locais. Naquele tempo, como já vimos anteriormente, já existia nessas terras uma civilização chamada Suméria, estabelecida na região da Mesopotâmia, hoje Iraque, formada entre os rios Tigre e Eufrates. Estima-se que a Suméria possa ter se formado cerca de 6.000 anos AEC. e sabemos que ela fez parte do Império Babilônico, que tanto influenciou as crenças do judaísmo e, por este, o cristianismo, assim como também veio a ocorrer com a civilização egípcia.

Alguns autores da arqueologia moderna afirmam que a Suméria foi o berço original de grande parte do conhecimento que moldou a nossa existência e a nossa cultura. Para eles, a crença cristã num Filho de Deus e num Cordeiro de Deus morrendo para a remissão dos pecados da humanidade podia ser encontrada na Babilônia, na Suméria e no Egito. A ideia de um cordeiro morrendo para perdoar os pecados da humanidade também se origina da crença Suméria de que se um desses animais fosse sacrificado num altar os pecados das pessoas envolvidas no ritual seriam literalmente perdoados pelos deuses.

... "Mães virgens de homens-deus "salvadores" abundaram no mundo antigo e ainda podem ser encontrados nas crenças de povos nativos das Américas do Norte, do Sul e Central. Como já sabemos história bíblica dos Jardins do Éden é espelhada na história muito anterior do Jardim de Edinnu, e mesmo a ideia do Sabbat judaico pode ser encontrada no dia de repouso Sumério-babilônica, o Sabattu. Os judeus que foram mantidos no cativeiro da Babilônia levaram muitas dessas histórias consigo, de volta para a Palestina, quando foram libertados pelos persas.

Elas encontraram seu caminho no Velho Testamento da Bíblia e, daí, passaram ao Novo Testamento Cristão. Muitas idéias religiosas de hoje são meras reciclagens de antigas crenças e histórias simbólicas... e hoje, quando seu sentido original se perdeu, aparecem distorcidas, sob uma avalanche de mitos e invenções como a de Jesus Cristo que é uma clara alusão ao mítico profeta Elias onde os milagres são idênticos e as fabulas análogas..." Fecundando ou Influenciando alguns desses habitantes dos baixos babilônicos, os homens brancos trouxeram-nos para o seio de sua linhagem genética, tornando-os partícipes do elevado conhecimento de que desfrutavam e das ações que empreendiam às escondidas.

Esses novos grupos étnicos expandiram-se e infiltraram-se pelo novo território e suas populações, sob denominações distintas, entre as quais se pode destacar os povos hitita e fenício. Ambos, outrora creditados exclusivamente como semitas, acredita-se hoje tenham sido definitivamente mesclados pela linhagem dos antigos indo-europeus, razão precípua de muitos ainda possuírem características físicas daquele grupo, levadas também no passado, em suas incursões militares e comerciais, ao Norte da Europa e a outras partes do mundo.

Pesquisas conduzidas por Desborough garantem mesmo que os fenícios foram o primeiro grande grupamento étnico caucasiano a ser formado como descendente consanguíneo da Fraternidade Babilônica. Eles seriam, nessa qualidade, tanto os pais de outros povos, seus contemporâneos, como, por exemplo, o cérebro por trás da avançada civilização egípcia.

Após essa suposta miscigenação registra-se, coincidentemente, um súbito surto de progresso cultural e tecnológico dos povos que habitavam a Suméria, a Assíria, o Egito e o Vale do Industão. Segundo a "historiografia oficial", foi o termo em desuso "raça" branca "ariana" (eles se autodenominavam árias), das montanhas do Cáucaso, que se moveu em direção ao Vale do Industão, na Índia, pelo ano 1550 AEC., e criou o que se conhece hoje como religião (ou filosofia) hindu, o vedismo, sucedido pelo bramanismo.

E foi esse mesmo "grupo ariano" que introduziu na Índia a antiga língua sânscrita, bem como as estórias e mitos contidos no livro sagrado hindu, os Vedas, onde a trindade divinal chamada trimúrti, composta por Brahma-Chiva-Vishnu reproduz outros triunviratos histórico-religiosos, como o babilônico Nemrod- Semíramis-Tammuz e o egípcio Osíris-Ísis-Hórus que precederam, em muitos séculos, a Sacra Família cristã, Jesus-Maria-José!

Um olhar mais recente e atento dos estudiosos dessas questões revela que a época estimada para a fundação do império babilônico parece, agora, bem anterior ao que se estimou inicialmente, remontando à era pré-Era do Bronze. Segundo lendas, textos antigos e a própria Bíblia, um dos construtores do Império Babilônico teria sido Nemrod, filho de Cush, neto de Noé ou Unap.

Cush assumira a chefia do clã babilônico e institucionalizara o sistema politeísta numa época em que os homens eram endeusados pelos próprios homens e Anu considerado o pai e chefe de todos os demais deuses. Por sua ação terrena e espiritual, Cush tomou o lugar de Anu (Annu ou An) no imaginário religioso e assumiu, ele próprio, o seu lugar divinal, tornando-se pai de todos os deuses e demônios e, nessa qualidade, foi adorado também com os nomes de Enlil, Bel, Jannus, Mercúrio, Hermes e Caos, nomes ou títulos transferidos, posteriormente, a seu filho Nemrod.

Nemrod, sucessor do pai Cush, nomeara a cidade de Calneh em homenagem ao deus de outrora, destronado por seu pai (Calneh significa A Fortaleza de Anu, Gênesis, 10:9). Dessa forma, Nemrod inaugurou uma tradição de respeito e louvor a Anu que, estranhamente, perpetuou-se até nossos dias, inclusive entre o catolicismo. O símbolo de Anu, duas cruzes superpostas em forma de asterisco, aparece ornamentando o chapéu mitral do sumo pontífice. Nemrod, ao suceder a Cush, ficou conhecido como um tirano poderoso, um dos gigantes ou titãs, que reinou com sua mulher, a rainha Semíramis, sendo ambos reconhecidos ou elevados a deuses da Religião Babilônica por seus contemporâneos, descendentes e adeptos.

Semíramis também é reverenciada como "Astarte" ou A Mulher que fez a Torre, uma provável referência à Torre de Babel, supostamente construída por seu marido Nemrod. Entretanto, esse nome parece ter mesmo evoluído a partir de uma antiga deidade originária da Índia, Semi-Rama-Ísis ou Semi-Ramis. Como já vimos, a união entre divindades era muito comum. Uma ampla gama de nomes e expressões identificam a deusa da religião babilônica Semíramis. Entre os vários encontrados ou identificados por este autor, nas diversas fontes citadas nesta obra, destacam-se (em ordem alfabética):

                          IDENTIDADES ALTERNATIVAS DE SEMÍRAMIS;

Afrodite, Angerona; Antu; Artemísia; Astarte; Astoreth; Astorga; Athena; Baali; Baphomet; Barati; "Cabeça 58m" (Head 58m ou Caput LVIIIm); Ceres; Cybele; Deméter; Diana; "Estátua da Liberdade"; "Grande Mãe Terra"  (A Gaia, da New Age); Hathor (ou Heather) Hera; Ishtar; Ísis; Juno; Kali; Lilith; Lucifera; Mari; Maria; Minerva; "Mistério da Babilônia é o seu nome" ("Mistery Babylon, her name..."); Mulher Escarlate; Mut; Ninkharsa; Noiva do Homem Verde; Nossa Querida Senhora (Our Dear Lady); Nossa Senhora da Luz; Ostara; Rainha do Céu (Rhea); Rainha do Mar; Rainha do Mundo; Rainha do Submundo; "Semiramis, A Viúva"; "Sobre a sua testa estava escrito um nome: Mistério, A Grande da Babilônia, A mãe de todas as Prostitutas e Abominações da Terra" (Upon her forehead was a name written: Mistery, Babylon The Great, The Mother of Harlots and Abominations of the Earth); Stella Maris; Sophia; Vênus; Virgem Celestial; Virgem do Lago; Virgem Mãe dos Deuses; Virgem Negra; Virgem Que Chora; Virgo.

Já a Nemrod, celebrado como o "deus-sol" foi dado o título de Baal (Meu Senhor) e a Semíramis, consagrada como a deusa-lua, o de Baali (Minha Senhora). Não passa, por isso, despercebido a alguns pesquisadores o fato da expressão Mea Dona, equivalente latino de Minha Senhora, título atribuído a Semíramis-Baali, ao ser transportada para o italiano haver-se transformado em Madonna, expressão que designa, também, Maria, a suposta mãe do lendário Jesus.

Nemrod era reverenciado num duplo papel: o de Deus-Pai-Senhor e também no de Ninus, o filho carnal havido de Semíramis, supostamente através de um nascimento virginal, um dos significados místicos do ramo de oliveira, este também um símbolo dos cavaleiros templários ao tempo das cruzadas. De Ninus, igualmente denominado Tammuz, dizia-se haver sido crucificado, tendo um cordeiro aos pés, e seu cadáver sepultado em seguida numa caverna. Dias depois, quando a pedra que guardava a entrada da caverna foi rolada, o corpo de Ninus-Tammuz havia desaparecido, ascendido aos céus...

Para pesquisadores ocidentais mais céticos, o enredo desta antiquíssima trama babilônica é por demais conhecido entre nós, também a partir da era cristã, para ser considerado, apenas, mera coincidência entre tradições religiosas aparentemente tão distintas. Fica perfeitamente indistinguível a apropriação do conto babilônico pelos pais da igreja cristã primitiva. Hoje na realidade, "adoramos" Ninus-Tammuz crucificado, apenas mudou-se o nome da divindade. "Tammuz, filho de Ishtar, é provavelmente a mais antiga divindade a incorporar o princípio da ressurreição para uma nova vida que se acreditava ocorresse na primavera, e é celebrado hoje nos festivais populares do Dia da Primavera. Para os maçons, Tammuz é uma figura de imenso significado, representando a corporificação da ressurreição espiritual para um estado superior de consciência e gnose".

                     IDENTIDADES ALTERNATIVAS DE NEMROD;

Adad; Adonis; Alcides; Amen-Ra; Anu; Attis; Baal; Bacchus; Baco; Bali; Bell; Bremhillahm; Cadmos; Caos; Cronos; Deoius; Dionísio; Eannus; El-Khidir; Enlil; Eros; Hércules; Hermes; Hesus; Hórus; Indra; Iswara; Ixion; Jano; Jannus; Jao; Jesus; João Batista; Krishna; Krst; Mammon; Mercúrio; Mitra; Mitras; Moloch; Ninus; Odinio; Osiris; Quirinus; São Jorge; Salivahana; Saturno; "Senhor da Vida e da Morte"; Tammuz; Taut; Thor; Virisana; Zoar; Zoroastro.

Segundo o livro do Gênesis, os primeiros centros do reino de Nemrod-Tammuz foram a Babilônia, Akkad e outros no reino de Shinar (Suméria). Diz-se, também, que ele governou a região onde hoje é o Líbano e os árabes crêem que foi Nemrod quem construiu ou reconstruiu, logo após o místico dilúvio, a assombrosa estrutura de Baalbek, com suas três formidáveis pedras de 800 toneladas cada.

Mais tarde, ele teria expandido o reino até a Assíria e construído Ninus-vel ou Nínive, sua capital, onde foram recuperadas muitas tábuas de barro em linguagem sumeriana. Essa civilização acredita-se hoje em dia, foi uma das mais antigas surgidas na era bíblica pós-diluviana. Foi precisamente entre seus membros mais seletos e competentes, especula-se, o foco de onde surgiram as correntes (escolas) de mistérios pagãos, de estudos esotéricos e o grupo de iniciados que desenvolveu e guardou seus mais exclusivos segredos.

Este teria sido, portanto, o verdadeiro embrião das antigas e místicas sociedades secretas que se espalharam pelo mundo nos milênios subsequentes. Muito significativamente, as terras descritas correspondem, também, ao berço das três grandes religiões "monoteístas" prevalentes. Em decorrência, segundo muitos pesquisadores a cristandade e a Igreja Romana teriam sua fé baseada em muitas das tradições babilônicas, principalmente nas lendas do "deus-sol" conhecido por Nemrod, Baal ou Moloch, que possuíra um equivalente anterior, na Pérsia e na Índia, denominado Mitra.

De Tammuz ou Adonis (O Senhor, The Lord, em inglês), que foi endeusado na Babilônia e na Síria, dizia-se que nascera à meia-noite de 24 de dezembro, devido ao solstício de inverno. E ele também era saudado como o filho de deus. Portanto, além de Nemrod e de Mitra (um deus romano-persa, pré-cristão), outros reverenciados filhos de deus teriam sido Tammuz (Ninus ou Adonis) e Dionísio ou Baco, este cultuado em Roma, na Grécia e na Ásia Menor. Todos eram idolatrados como filhos divinais que morreram para que os nossos pecados ou crimes fossem perdoados, nascidos de mães virgens e seus aniversários celebrados, coincidentemente, em ... 25 de dezembro! Mitra foi crucificado, mas ressurgiu dos mortos no dia 25 de março, isto é, em plena Páscoa!

As iniciações a ele eram feitas em cavernas adornadas com os signos de Capricórnio e de Câncer, símbolos dos solstícios de inverno e de verão, os pontos mais alto e mais baixo do Sol em relação à Terra! Mitra era frequentemente representado por um leão alado, o símbolo da cidade de Veneza, um ícone solar até hoje utilizado por sociedades secretas!

Um outro símbolo alternativo para ele é um leão com o corpo envolvido por uma serpente, enquanto segura uma chave que conduz ao céu. Os iniciados nos ritos de Mitra eram chamados de Leões (Lions) e tinham suas testas marcadas com a cruz egípcia! As referências ao leão e aos apertos de mão do tipo pata do leão, do Grau Mestre Maçônico da Franco-Maçonaria, são originários da mesma onda de simbolismos das escolas de mistério.

No primeiro grau, suas cabeças eram ornadas com uma coroa dourada com espigões, representando o seu interior espiritual e idêntica coroa pode ser vista na Estátua da Liberdade, à entrada do porto de Nova York! Esta é uma das várias origens das coroas das dinastias "reais" e da simbólica "coroa de espinhos" usada por Jesus, "O Sol". A grave e antiga confusão conceitual, hoje ressuscitada, entre mito e religião, paganismo e cristandade, tão dolorosa para os do Vaticano, vem suscitando, tanto de autores contemporâneos materialistas, marxistas ou comunistas, quanto dos pesquisadores com respeitável formação religiosa, alguma convergência acerca dessas velhas e desconfortáveis interpretações.

Aos olhos dos cristãos mais convictos, entretanto, elas mal passariam de simples blasfêmias ou de meras provocações de cunho político. Eu tenho certeza que neste instante esse leitor Cristão está pensando em queimar este livro na santa fogueira, "Como pode alguém provocar a ira divina comparando as santas escrituras com lendas pagãs, só mesmo um insano revoltado". Eu lhe peço, caro leitor, tenha paciência e abra sua mente para o conhecimento, que nem sempre é indolor. Sendo ou não conveniente ao embate político-religioso, o fato objetivo, duro, é que, ao seu tempo, Mitra era tido como o filho do deus Sol que morreu para salvar a humanidade e lhe dar a vida eterna.

Após o culto de iniciação, os membros participavam de uma refeição composta de pão e vinho, em que eles acreditavam estar ingerindo o seu corpo e o seu sangue. Este, como, ademais, uma longa lista de outros deuses teria também recebido, ao nascer, a visita de três reis magos, na verdade sábios ou adivinhos babilônicos, que lhes trouxeram presentes de ouro, incenso e mirra, idêntico ao conto do gólgota.

O culto misterioso a Mitra espalhou-se da Pérsia ao Império Romano e, em certa época, podia ser encontrado em qualquer parte da Europa! O terreno onde assenta hoje o Vaticano foi um local sagrado para os seguidores de Mitra e sua imagem, esculpida em pedra, já foi encontrada em diversas antigas províncias ocidentais do Império Romano, como a Alemanha, a França e a Grã-Bretanha.

Esses rituais, simbolizando a ingestão do corpo e do sangue divinos, representados pelo pão e o vinho, já eram praticados há milhares de anos atrás na Babilônia, em cerimônias em honra de Nemrod, da Rainha Semíramis e de seu filho Ninus- Tammuz, sendo também reproduzidos, posteriormente, no antigo Egito. Lá, Hórus, filho de Osíris, nascido igualmente de um nascimento virginal de Ísis (Semíramis), também era o filho de deus.

Sua história transcende às meras semelhanças acidentais, de praxe, com a trajetória de Jesus e, por isso, representa um grande incômodo para a exclusividade de certas tradições cristãs: Jesus era a Luz do Mundo. Hórus era a Luz do Mundo. Jesus afirmou ser o Caminho, a Verdade e a Vida. Hórus disse ser o Caminho, a Verdade e a Vida. Jesus nasceu em Belém, o lugar do pão. Hórus nasceu em Annu, o lugar do pão. Jesus era o Bom Pastor. Hórus era o Bom Pastor. Sete pescadores embarcaram com Jesus. Sete pescadores embarcaram com Hórus. Jesus era o cordeiro. Hórus era o cordeiro. Jesus foi identificado com a cruz. Hórus foi identificado com a cruz. Jesus foi batizado aos 30 anos. Hórus foi batizado aos 30 anos.

Jesus era filho de uma virgem, Maria. Hórus era filho de uma virgem, Ísis (Semíramis). O nascimento de Jesus foi anunciado por uma estrela. O nascimento de Hórus foi anunciado por uma estrela. Jesus foi o menino que pregou no Templo. Hórus foi o menino que pregou no Templo. Jesus teve 12 discípulos. Hórus teve 12 discípulos. Jesus era a Estrela da Manhã. Hórus era a Estrela da Manhã. Jesus era o Cristo. Hórus era o Krst. Jesus foi tentado por Satanás numa montanha. Hórus foi tentado numa montanha por Set.

Três dos elementos principais da religião babilônica eram o fogo, os répteis e o sol. O deus Nemrod, Baal, Osíris e seu filho Ninus, Tammuz ou Hórus, entre muitas outras denominações, podiam ser confundidos ou representados tanto pelo astro-rei quanto por um ser híbrido, mistura de homem com cabeça e chifres de touro ou então meio-peixe, meio-homem. Sua consorte, a deusa Semíramis ou ainda Ísis, Baali, Ishtar, Afrodite, Vênus ou Diana, pode aparecer na forma da mulher pisando na Lua ou em um Dragão, (notem na figura de Maria pisando na lua); como uma linda e jovem mulher, raios luminosos emergindo do alto da cabeça, tendo uma tocha luminosa na mão direita, e, alternativamente, na forma de uma doce mãe, sustentando seu filho Ninus -Tammuz-Horus ao colo.

Ou, ainda, tout court, sob a aparência de uma cândida pomba branca. Ela, um Espírito Santificado, mas, também, a Deusa do Amor é, nessa última qualidade, figurada muitas vezes por um peixe com escamas, representação pictórica da genitália feminina e simbólica da intensa carga de energia sexual que carrega e transmite, porquanto os babilônicos imaginavam que os peixes fossem afrodisíacos.

Já em seu simbolismo exclusivamente espiritual é vista, de preferência, como uma pomba, carregando no bico um ramo de oliveira. Como o nome Semíramis significa, etimologicamente, Ze (a, aquela que), emir (ramo, galho), amit (portadora), literalmente aquela que carrega o ramo, fica implicitamente associado à pomba que sobrevoou a arca de Noé, com o ramo de oliveira no bico, depois de baixadas as águas do dilúvio.

Para os teóricos da Fraternidade, um claro registro simbólico de que Eles estariam de volta ao poder, logo após um desastre, sob a proteção de Semíramis, a que deu à luz o filho de deus num nascimento virginal... Nemrod também era Eannus, mais tarde conhecido entre os romanos como Janus (Janeiro), o rei de duas faces, uma contemplando o passado outra o futuro. A águia de duas cabeças, uma olhando para a esquerda outra para a direita, ocidente e oriente, que aparece em tantas bandeiras e brasões, nada mais é do que um símbolo maçônico para Nemrod no papel de Eannus.

O leão, conhecido como rei dos animais e assíduo frequentador de emblemas reais britânicos, também foi largamente usado no imaginário babilônico para encarnar o deus-sol, Nemrod, Baal ou Osíris, cujo remanescente mais conhecido e visitado é a esfinge egípcia, cabeça humana, corpo de leão... A própria águia seria, para alguns, a representação encoberta de um sáurio alado, o conhecido dragão das lendas milenares, combatido e vencido por São Miguel Arcanjo, ao percebê-lo encarnando Satanás, e por São Jorge, o bravo príncipe-guerreiro da Capadócia, martirizado ao tempo do imperador romano Diocleciano, em 303 AEC.

De São Jorge diz-se também haver sido Hércules, a encarnação grega de Tammuz ou, ainda, segundo a tradição católica, um guerreiro que se recusou a obedecer as ordens de Diocleciano para perseguir cristãos e que, em consequência, foi torturado e morto. Nessa antiga simbologia, o "Dragão" vencido por São Jorge representava Roma, cujos exércitos lutavam sob uma flâmula ostentando a figura de um ícone pagão, o dragão vermelho.

Segundo o Papa Gelásio (494 da Era Cristã)," São Jorge era um santo venerado pelo homem, mas cujos atos só eram conhecidos por Deus", aumentando o enigma de sua controvertida existência. A mais antiga personagem conhecida em que se acredita haver-se baseado São Jorge é Tammuz, cujas origens lhe são muito anteriores. A maioria das autoridades modernas acredita hoje que el Khidir, o padroeiro dos sofistas, Tammuz e São Jorge sejam simplesmente uma mesma pessoa retratada em diferentes trajes. Descreve-se Tammuz como o esposo, filho ou irmão da deusa Ishtar (Ísis ou Semíramis), e ele é conhecido como "O Senhor da Vida e da Morte", um título que tem profundos matizes maçônicos, mas antecede em vários milênios a reputada história desse movimento secreto.

É interessante observar que também se descreve São Jorge em cima de uma tábua cor-de-rosa enfeitada com rosas e rosetas, estabelecendo uma explícita ligação com a deusa babilônica Ishtar, cujos templos eram tradicionalmente enfeitados com rosetas". Retornando ao dragão, esse animal mítico, sempre desperto e alerta, era consagrado, na simbologia greco-romana, a Atena ou Minerva, deusa da sabedoria, patrona das Escolas de Filosofia mundo afora e que, como sabemos, é apenas uma das muitas faces e denominações de Semiramis-Baali, a indicar que a verdadeira sabedoria (a dos sábios e deuses babilônicos) nunca adormece, permanecendo sempre vigilante!

O aparecimento, nas representações heráldicas, do leão e da águia, suas versões simbólicas mais sofisticadas, não impediu, entretanto, que os próprios dragões ou lagartos alados aparecessem, em pessoa, nos brasões imperiais, em coroas, cetros e outros emblemas da realeza, especialmente a britânica. Além da figuração tradicional nesses antigos símbolos, o dragão foi, no final do Século XX, também oficialmente incorporado às armas e brasões do Príncipe de Gales (Ele mesmo, Charles de Windsor, viúvo de Lady Di e namorado de Camila Parker-Bowles), herdeiro oficial do trono da Grã- Bretanha!

Uma profusão de histórias, lendas e até mesmo teses científicas envolvendo deuses, homens, aves e répteis tem sido herança frequente e usual em muitas culturas. Cientistas do mundo livre asseguram mesmo, por mais estranho que isso possa soar, que nossas ordinárias aves, inclusive as galinhas, descendem dos antigos dinossauros!

Como já vimos anteriormente o símbolo da serpente, além de largamente encontrado no lendário mesopotâmico, também está presente na antiga Bretanha, na Grécia, em Malta, no Egito, no Novo México, no Peru e em todas as Ilhas do Pacífico. Antigas lendas da Assíria, Babilônia, China, Roma, América, África, Índia e arredores, até mesmo passagens do Antigo Testamento, trazem estórias sobre dragões e homens-serpente. Existe uma semelhança irresistível, entre alguns tipos de dinossauros e antigas descrições dos míticos dragões. Certas espécies de pequenos répteis indo-malaios, com asas cobertas por membranas interdigitais, se parecem tanto com o animal das lendas que vieram a receber o nome genérico de dragão. Porém, um dos mais interessantes desses animais é um lagarto alado e encouraçado, também semelhante à figura tradicional, conhecido por Moloch Horridus.

Moloch, como sabemos, é a antiga deidade fenícia identificada com Nemrod-Baal-Tammuz, em louvor da qual milhares de crianças foram e ainda são sacrificadas, em ritos satânicos. O próprio nome Tammuz significa aquele que aperfeiçoa pelas chamas (Tam=aperfeiçoar e Muz=queimar), o que melhor ainda se explica pelo antigo ritual de se queimarem crianças vivas, em sua homenagem, até hoje barbaramente praticado. O próprio Deus cristão, tenciona acabar com este mundo com fogo, parafraseando Tammuz para criar um novo mais aperfeiçoado.

Outra suposta divindade, à qual se oferecem sacrifícios de crianças em rituais de satanismo é Cronos, rei dos Ciclopes e um dos Gigantes ou Titãs da mitologia grega. Ele era conhecido como o construtor da torre e, nessa qualidade, seria certamente uma outra versão para Nemrod, que erigiu a bíblica Torre de Babel.

O antigo festival celta de Beltane, na Bretanha, em 1º de maio (conhecido como May Day), quando os druidas homenageavam a primavera e a chegada do verão, envolvia cerimônias em que crianças eram queimadas no oco de enormes figuras humanas feitas em palha ou vime. Herança claramente babilônica, após a expansão da Fraternidade, através do seu braço navegante fenício, pelo norte da Europa.

Teria havido, por acaso, nessas terríveis práticas, alguma origem comum ou inspiração para que a Igreja, através da Inquisição, tenha se fixado na fogueira como método favorito de expiação de crimes e de purificação da fé?

Já a festa em honra de Ninus-Tammuz era celebrada no dia 23 de junho, comemorando sua ascensão do mundo subterrâneo, dias depois de haver morrido. Uma vez ressuscitado Tammuz passou a ser conhecido como Oannes, o deus-peixe, e Oannes também é, como sabemos, uma versão latina do nome João. Por isso, o nome João tem sido sempre usado como um símbolo para camuflar Tammuz-Nemrod em personagens como, por exemplo, João, o Batista.

A data de 23 de junho, a Festa de Tammuz, tornou-se o dia em que a cristandade celebra o dia de... São João!" Dessa mesma forma dissimulada, Nemrod e Semíramis têm freqüentemente reaparecido, ao longo das idades, sob diversos outros simbolismos ocultos, perceptíveis apenas aos olhos dos iniciados. O mais comum e impactante de todos, pois é contemplado diariamente por milhões de pessoas em todo o mundo, quase sem ser notado, é o Grande Selo dos Estados Unidos, que abriga o misterioso olho vivo, representativo do deus egípcio Osíris (ou seu equivalente babilônico Nemrod-Baal), sobre uma pirâmide inacabada, o símbolo máximo dos Illuminati, presente no verso de todas as notas de um dólar!

Em 1945, o antigo presidente dos Estados Unidos Franklin Delano Roosevelt, um reconhecido maçom, rosa-cruz e membro da sociedade secreta Antiga Ordem Arábica dos Nobres e Místicos, no Grau Cavaleiro de Pythias (uma ramificação dos antigos Illuminati, que teve como membros de destaque Mirabeau, Frederico o Grande, Goethe, Spinoza, Kant, Francis Bacon e o nosso Garibaldi), decidiu introduzir tal símbolo na moeda americana.

A ideia lhe fora sugerida por Henry Wallace, seu secretário da Agricultura, um ocultista praticante que achava haver chegado um momento de grande importância na História americana, quando significativas transformações espirituais viriam fatalmente a ocorrer entre a sua população. Ele esposava essas crenças por influência de um mentor psíquico, o místico russo Nicholas Roerich, também guru de outros membros do Gabinete de Roosevelt.

Roerich adquirira conhecimentos ocultos e supostas habilidades paranormais através de estágios em mosteiros budistas do Nepal e do Tibet. Ele buscava, nessas ocasiões, além do aperfeiçoamento religioso e da meditação profunda, indícios para localizar a cidade perdida de Shambala, mítica sede de uma legendária fraternidade cujos desconhecidos adeptos (ou Mestres), na crença de muitos, teriam influenciado todos os grandes acontecimentos mundiais ao longo da História.

Estes adeptos eram referidos nos círculos ocultistas por nomes tão diversos quanto Chefes Secretos, Mestres Ocultos ou Grande Irmandade Branca. Roosevelt ficou entusiasmado com a sugestão de Wallace e mostrou-se ansioso para introduzir no dinheiro a imagem maçônica do olho que tudo vê (segundo ele e outros da Maçonaria, um ícone para o Grande Arquiteto do Universo), mas, como temia ferir suscetibilidades dos católicos, decidiu sondar antes a opinião da Igreja.

Pediu, então, a James Farley, outro membro proeminente do seu Gabinete, que fizesse a intermediação, obtendo como resposta um simpático e surpreendente "OK. Vá em frente, nada contra!" Ao adquirir a certeza de que a inserção desses símbolos babilônicos no dólar americano não causaria desgostos, aflições, nem impediria que o Vaticano continuasse a receber seus óbolos, a transacionar ou a acumular poupança entesourando as verdinhas pagãs, Roosevelt, aliviado, imediatamente instruiu o Departamento do Tesouro a mandar rodar as novas notas de dólar!

Para aqueles autores e intelectuais que conseguem enxergar, sem quaisquer dúvidas, símbolos do credo babilônico nos corpos das principais religiões ditas como monoteístas, eles seriam uma prova milenar de heranças da Fraternidade entre os seus primeiros crentes, sacerdotes ou teólogos, remanescendo e influenciando, em seu seio, até nossos dias. Nessa linha simbiôntica, o chapéu Mitral (mesma raiz de Mitra) em forma de peixe, ainda hoje usado pelos Papas, não passaria de um antigo símbolo de Nemrod.

Este mesmo significado teria, igualmente, o anel do pescador, usado por Sua Santidade. De volta aos símbolos terrenos, portanto mais sólidos e tangíveis: o trono de São Pedro, supostamente uma antiquíssima relíquia do Vaticano, teve sua real idade avaliada por uma comissão de especialistas, em 1968, que estabeleceu as suas origens como datando do Século IX. O que causa estranheza não é, propriamente, o fato dele ser bem mais recente do que se imaginava antes, mas sim o da Enciclopédia Católica descrevê-lo como ornado por doze painéis, retratando os doze trabalhos de Hércules e, ao mesmo tempo, registrar em suas páginas que Hércules era outro nome de Nemrod, antes dele se tornar, também, um deus grego.

Teria essa decoração no trono papal recebido uma influência tão poderosa e recente da Fraternidade e de sua religião babilônica? Como se explica esse enigmático acontecimento?

Em 1825, o Papa Leão XII autorizou o Vaticano a cunhar uma medalha comemorativa, retratando uma mulher em pose que reproduzia, de forma escandalosa, a tradicional efígie da Rainha Semíramis. Ela segurava um crucifixo na mão esquerda, uma taça na direita e trazia na cabeça uma coroa de sete raios, idêntica à da Estátua da Liberdade, uma outra representação de Semíramis oferecida à cidade de New York pela Maçonaria Francesa. Parece-me que não tem limites a loucura desses insanos e suas crenças mais loucas ainda, é de se ficar receoso, pelo que se pode fazer em nome de uma certeza no invisível.

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