O Novo Testamento, em matéria de violência; não perde em nada para o Velho!
No Novo Testamento, o Deus bíblico em nada melhorou no que diz respeito à aplicação de penas severas, aumentando inclusive a sua rigidez.
É difícil imaginar alguma coisa mais cruel e desproporcional do que condenar os homens ao inferno e à tortura eterna pela simples descrença de que o filho de Deus tenha nascido de uma virgem na Palestina há cerca de dois mil anos atrás, que tenha transformado água em vinho, expulsado demônios das pessoas, andado sobre as águas, que tenha sido morto pela instigação do próprio povo escolhido de Deus e que depois ressuscitasse dos mortos. A recusa em acreditar nessa história faz com que o Deus bíblico prometa castigar os infiéis com os castigos mais horríveis que possam ser imaginados.
Um dos grandes problemas com a violência e a injustiça da Bíblia é que frequentemente o seu exemplo tem estimulado e tem sido usado para justificar atos de crueldade de seus seguidores. Muitos têm-se imaginado que se Deus que é justo e bom, tenha cometido e permitido os mais brutais atos de violência, os bons cristãos nada tem a temer caso ajam da mesma forma. Este processo de raciocínio é que fez com que Thomas Paine dissesse que "A crença em um deus cruel faz um homem cruel".
Um exemplo desse tipo de raciocínio é apresentado pelo historiador Joseph McCabe em seu trabalho intitulado "A História da Tortura". McCabe diz que durante a Idade Média houve mais crueldade e tortura na Europa Cristã do que em qualquer outra civilização na história. Ele demonstra que a doutrina cristã de castigo eterno foi uma das principais causas da extraordinária ocorrência de tortura na Europa medieval.
McCabe descreve que a justificativa lógica para a tortura era a de que "se era natural acreditar que Deus punia os homens com o tormento eterno, certamente estaria certo se os homens punissem outros homens com doses menores desse tormento por uma causa justa." Se pratica uma violência gratuita contra o povo judeu por este ter sacrificado Jesus, mas eu pergunto; não era esse o objetivo da coisa? O pensamento cristão é totalmente confuso, pois, Abel sacrificou um cordeiro e foi abençoado, os judeus sacrificaram o seu Cristo e foram amaldiçoados???
Pelas leis do AT quem sacrifica quer prestar louvor ao seu Deus e conseguir suas bençãos; Ora quem foi que pediu o sacrifício de Jesus? Foi o próprio Deus, biblicamente falando; Para conseguir as bençãos de quem? Para prestar louvor a quem?
Em Mateus 5:17-18, Jesus disse: "Não penseis que vim revogar a Lei ou os Profetas, não vim para revogar, vim para cumprir. Porque em verdade vos digo, até que o céu e a terra passem, nem um i ou um til jamais passará da Lei, até que tudo se cumpra."
Portanto, tá tudo valendo, inclusive escravizar e apedrejar filhos rebeldes. Jesus biblicamente falando é sanguinário igual seu pai, digo, igual ele mesmo, digo, deixa pra lá....
(Lucas 19:27): "Quanto, porém, aqueles meus inimigos que não quiserem que eu reinasse sobre eles, trazei-os aqui, e matai-os diante de mim." ou seja, Jesus sugere extermínio aos descrentes que não concordam com ele. Segundo a Bíblia Jesus de bonzinho não tem nada.
Jesus não instituiu lei alguma, ás leis do Antigo Testamento já existiam, pelo, contrário, veio cumpri-las, jesus aconselhou, bem diferente de instituir ou abolir alguma lei, e aconselhou muito mau, diga-se de passagem.
Em (Mateus 10:34) diz: "Não penseis que vim trazer paz à Terra; não vim trazer paz, mas espada".
"Se alguém chega a vocês e não trouxer o ensino de Cristo, não o recebais em casa, nem tampouco o saudeis. Porque quem o saúda tem parte nas suas más obras." (2 João 1:10,11). Belo exemplo de intolerância de Jesus.
O próprio Jesus usou a escravidão muitas vezes como exemplo e nunca disse ser errado escravizar os outros. Várias de suas passagens de suas parábolas são sobre escravos e seus amos, nelas Jesus exorta os escravos a serem obedientes, diligentes, fiéis, discretos, bons e submissos (Mateus 24:45-51); (Mateus 25:14-28); (Lucas 19:13-27). Ele cita até mesmo açoites como algo corriqueiro e usual. "Então, aquele escravo, que entendeu a vontade de seu amo, mas não se aprontou, nem fez em harmonia com sua vontade, será espancado com muitos golpes. Mas aquele que não entendeu, e assim fez coisas que merecem golpes, será espancado com poucos".
"Deveras, de todo aquele a quem muito foi dado, muito se reclamará dele; e a quem encarregaram de muito, deste reclamarão mais do que usual" (Lucas 12:47,48). "E qual de vós terá um servo a lavrar ou a apascentar gado, a quem, voltando ele do campo, diga: Chega-te, e assenta-te à mesa? E não lhe diga antes: Prepara-me a ceia, e cinge-te, e serve-me até que tenha comido e bebido, e depois comerás e beberás tu? Porventura dá graças ao tal servo, porque fez o que lhe foi mandado? Creio que não." (Lucas 17:7-9).
Como foi mostrado claramente acima, o jesus bíblico prega a escravidão e estimula as pessoas a se conformarem com a situação de escravos, inclusive incentivando pessoas a terem escravos. O fato de alguns trechos bíblicos incentivarem os donos a tratarem seus escravos de forma bondosa não muda em nada o fato de que ela incentiva a escravatura em si, conceito este que contraria todo princípio de bondade e amor ao próximo que é atribuído a Deus. Você ter um ser humano servindo a você como um escravo, sendo uma mercadoria, um objeto para fins variados, assim como você tem um animal, este conceito em si é repulsivo anulando qualquer recomendação para tratá-los com bondade.
Temos aí mais uma evidência de que a bíblia não é a palavra de Deus, até porque Deus'es não existe'm! Antes, um livro escrito por homens que reflete as atitudes e pensamentos da época . No caso da escravidão, uma demagogia criada pelos detentores do poder para estimular uma situação de conformismo, preconceito e subserviência.
Espero que, os cristãos não tenham filhos, se tiver, que ele's (a), não seja'm rebelde's. Pois, Jesus é sanguinário e intolerante, faz jus ao seu pai, yahweh megalomaníaco matador de recém-nascidos...
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Jesus que para os cristãos é só "amor e misericórdia" critica os judeus por não (MATAREM AS CRIANÇAS DESOBEDIENTES)!
(Marcos 7:9-10): "E disse-lhes: "Vocês estão sempre encontrando uma boa maneira de pôr de lado os mandamentos de Deus, a fim de obedecerem às suas tradições! Pois Moisés disse: 'Honra teu pai e tua mãe' e 'Quem amaldiçoar seu pai ou sua mãe terá que ser executado'."
Os cristão ainda dizem que jesus veio trazer "boas novas" para apagar a imagem de um deus cruel, ciumento, rancoroso, preconceituoso e extremamente autoritarista no VT. Contudo, ou eles não leram os evangelhos inteiros ou pinçam à dedos somente os trechos subliminares?
Outros exemplos históricos de violência e atos de injustiça incitados ou apoiados pela Bíblia seriam a Inquisição, as Cruzadas, a queima de "bruxas", as guerras religiosas na Europa, as perseguições aos Judeus, a perseguição aos homossexuais, a conversão forçada de pessoas na Europa e nas Américas, a escravidão de negros, índios e orientais, o castigo em crianças, o tratamento brutal aos mentalmente perturbados, o extermínio de cientistas e pesquisadores, o uso da tortura nos interrogatórios criminais, o chicoteamento, a mutilação e a execução violenta de pessoas condenadas por algum crime. Tais atos foram parte integrante de um mundo cristão por centenas de anos. De acordo com Thomas Paine, "a Bíblia é uma história de perversidade que tem servido para corromper e brutalizar a humanidade; e, no que me diz respeito, eu sinceramente a detesto assim como detesto tudo que seja cruel".
Analisaremos alguns ensinamentos conflitantes com as Leis da Natureza: Outras razões que nos levam a questionar a Bíblia é a de que ela contém numerosas afirmativas que são incompatíveis com as leis da natureza.
Os Humanistas acreditam que a propagação dessas afirmativas causaram muito mal a toda humanidade. Como resultado da observação e experiência humana, um princípio fundamental da ciência é o de que as leis da natureza não se modificam nem podem ser violadas e que sempre assim se mantêm durante todo tempo.
De acordo com o paleontologista Stephen J. Gould, esta uniformidade ou constância das leis naturais é a "suposição metodológica" que faz com que a ciência seja viável. O que Gould quer dizer de fato é que sem essa suposição não haveria benefício em se estudar o mundo, fazer experimentos ou se aprender com a experiência. Tais atividades não teriam sentido em um mundo que não agisse de acordo com as leis naturais. Em tal mundo, o conhecimento de situações passadas não proporcionaria indicativo seguro sobre o que poderia acontecer em situações semelhantes no futuro. Haveria sempre a possibilidade de ocorrência de forças arbitrárias sobrenaturais interferindo nos eventos para alterar o fluxo natural previsto pela experiência anterior.
Em nosso mundo a evidência é clara de que os fatos ocorrem de acordo com leis naturais que são imutáveis. Como resultado, o conhecimento das leis operacionais de funcionamento da natureza aumenta nossa capacidade de predizer eventos futuros e nos adaptarmos ao curso de tais eventos. Os ensinamentos bíblicos são, entretanto, diametralmente opostos aos princípios científicos fundamentais da uniformidade operacional das leis da natureza. Consequentemente, a crença na Bíblia é incompatível com a visão científica e tem servido como um fator de desencorajamento ao desenvolvimento de uma abordagem científica na solução de problemas.
Na Bíblia, nas histórias fabulosas de cobras falantes (Gênesis 3:4-5); uma árvore com frutos que quando comidos proporcionam o conhecimento do "bem e do mal" (Gênesis 2:17; 3:5-7); outra árvore cujos frutos dão a imortalidade (Gênesis 3:22); uma voz vinda de um arbusto em chamas (Êxodos 3:4); um jumento falante (Números 22:28); rodas que se transformam em serpentes (Êxodos 7:10-12); água se transformando em sangue (Êxodos 7:19-22); água nascendo da pedra (Números 20:11); um defunto que renasce quando seu corpo toca os ossos de um profeta (Reis II 13:21); pessoas ressuscitando dos mortos (Reis I 17:21-22; Reis II 4:32- 35; Atos 9:37-40).
Há também relatos do Sol parando (Jó 10:13); a divisão do mar (Êxodos 14:21- 22); ferro flutuando (Reis 2 6:5-6); a sombra retrocedendo dez degraus (Reis 2 20:9-11); uma bruxa trazendo a alma de Samuel de volta do mundo dos mortos (Samuel 1 28:3-15); dedos sem um corpo escrevendo num muro (Daniel 5:5); um homem que viveu por três dias e três noites no estômago de um peixe (Jonas 1:17); pessoas andando sobre as águas (Mateus 14:26-29); uma virgem fecundada por Deus (Mateus 1:20); a cegueira curada por cuspe (Marcos 8:23-25); uma piscina que curava os que nela mergulhassem (João 5:2-4) e anjos e demônios interferindo nos assuntos terrestres (Atos 5:17-20; Lucas 11:24-26).
Os defensores de tais absurdos rebatem com a desculpa que eram outros tempos e que Cristo veio justamente corrigir a lei de Moisés; mas me pergunto, por que ele então falou: "Não penseis que vim destruir a lei ou os profetas; não vim destruir, mas cumprir." (Mateus 5:1), se ele veio cumprir todas essas atrocidades, o mundo está perdido...
É claro que tais histórias não estão de acordo com as leis da natureza. Estas fábulas bíblicas servem para manter a ideia primitiva de que frequentemente forças sobrenaturais podem intervir em nosso mundo. Presumivelmente, os autores de tais histórias ou mentiram ou foram desonestos quando relataram essas narrativas. Quando examinados à luz da experiência e da razão, tais suspensões das leis da natureza carecem de credibilidade. Nossa experiência demonstra que o mundo se comporta de acordo com princípios de regularidade que nunca são alterados.
Uma terrível consequência na crença de que forças sobrenaturais interferem nos afazeres terrestres tem sido a de pessoas que frequentemente desviam suas energias na tentativa de buscar no sobrenatural a solução de problemas de nosso mundo. Ao invés de estudar o mundo natural para descobrir fatos que possam ser usados para o desenvolvimento de soluções científicas, tais pessoas se engajam em atividades religiosas no esforço de obter ajuda de forças sobrenaturais ou para impedir a influência de forças supostamente malignas em suas vidas.
Um exemplo de tal desvio de energias pode ser visto na história das tentativas de prevenir a ocorrência e a disseminação de doenças na Europa. O historiador Andrew White diz que, durante muitos séculos na Idade Média, a imundície das cidades européias sempre causou grandes pestilências que levaram multidões para os túmulos. Baseado nos ensinamentos da Bíblia, os teólogos cristãos durante séculos acreditavam que tais pestes eram causadas não por falta de higiene, mas pela ira de Deus ou pelas maldades de Satã. Para um cristão lavar as mãos antes ou depois das refeições era um pecado mortal.
Devido a crença nas causas espirituais das doenças, os teólogos ensinavam as pessoas que as pragas poderiam ser evitadas ou aliviadas por atos religiosos, tais com arrependimento dos pecados, doação de presentes para as igrejas e monastérios, participação em procissões religiosas e comparecimento aos encontros nas igrejas (o que certamente somente servia para espalhar ainda mais as doenças).
A possibilidade de causas físicas para a existência e cura das doenças sempre foi ignorada pelos religiosos. Andrew White diz que, a despeito de todas as rezas, rituais e outras atividades religiosas, a frequência e o rigor das pragas não diminuiu até que a higiene científica começasse a se tornar presente. Falando das melhorias higiênicas que ocorreram na metade do século XIX, White diz que; "as autoridades sanitárias conseguiram em meio século fazer mais pela redução da doença do que tinha sido feito em 1500 anos por todas as feitiçarias que os religiosos tentaram realizar."
A luta pelo poder nem sempre se travou em um campo de batalha físico, mas muitas vezes no campo de batalha psicológico, é ai que surge com uma salvação para o já decrépito império romano o cristianismo. Se apoderando de conceitos filosóficos já amplamente difundidos por todo território romano, o cristianismo cresceu como um câncer benigno para os detentores do poder romanos que não tinham mais como controlar o confuso império. É muito difícil escrever sobre as origens do cristianismo, mas não impossível quando se tem conhecimento e boa vontade.
O costume de se controlar um povo pelo credo é mais antigo que a própria religião, mas que andava um pouco em desuso depois que os deuses começaram a perder seu prestigio com as invasões romanas. Imagine só 'você', tem um deus ao qual tem o maior respeito e confiança. 'Você' faz tudo o que se deve fazer para um deus ficar satisfeito; Sacrifícios, oblações, cânticos, beberagens e tudo o mais, e de repente um exercito chega à porta de sua casa mata sua família, rouba seus pertences, cospe na cara de seu deus e o mesmo não faz nada!
O que você faria?
Continuaria a adorar tal deus assim com fez o pobre personagem bíblico Jó?
O pensamento do povo, imagino eu, foi igual a resposta que você leitor, sem dúvida, pensou.
Era o fim dos deuses, eles estavam em descrédito com a população pressionada, pois não protegiam ninguém. Mas e os deuses romanos você pode estar se perguntando, não eram mais fortes então que os deuses dos povos conquistados? Não, os romanos nunca tiveram divindades fortes no sentido de serem levados a sério.
Os romanos nunca foram bons em criar deuses, eles simplesmente aderiam aos deuses dos povos conquistados. Os deuses romanos, na sua maioria, eram deuses domésticos, e serviam assim como uma espécie de amuleto, e eram chamados de Lares. A mitologia grega foi muito usada na sociedade romana, mas não como um fanatismo doente, mais como se poderia comparar hoje em dia, a ler o horóscopo, muita gente lê por ser "misterioso" ou por puro passatempo.
O cristianismo começou na Antioquia, segundo uma das teorias, mas logo alcançou Roma e obteve sucesso por ser uma seita de mistérios e que revelava vida após a morte, e um Deus mais amoroso de que aquele descrito no antigo testamento. Outro ponto importante no cristianismo, foi a inclusão das mulheres em seus rituais, coisa que o mitraísmo não admitia, já que este era uma religião de soldados.
O primeiro erro do fundamentalismo cristão é defender a coerência da Bíblia como um todo. Segundo os fundamentalistas, o Velho e o Novo Testamento apresentam a lei e a graça de Deus, respectivamente, sem nunca entrarem em contradição entre si. Debates entre fundamentalistas e ateus costumam enfocar contradições pontuais entre os textos judaicos e cristãos, diante das quais os religiosos invocam justificativas contextuais, no mais das vezes estabelecendo correlações forçadas entre diferentes trechos.
Estas contradições pontuais tornam-se menores quando observamos que o Velho e o Novo Testamento não apresentam dois momentos do mesmo Deus e sim dois Deuses de personalidades completamente distintas: "O Senhor dos Exércitos e o Deus Pai".
Enquanto o senhor dos exércitos é um deus guerreiro, que guia as armas de Israel para a vitória, o Deus Pai é uma divindade sentimental, mais preocupado com as questões do "espírito" do que da guerra. Em um debate sobre o assunto, o pastor Leandro Prata, da IEADMPLU, bisonhamente me explicou (ou tentou explicar), que, 'a linguagem do chicote era a única elocução entendida pelos recém libertos hebreus, e se Deus falasse com eles através da mensagem do amor, os mesmos não entenderiam'. Ora caro pastor, até um cão sarnento entende a linguagem do afeto e confiança, a sua resposta é puramente um dos conceitos de Maquiavel- "Se você quer ser respeitado como líder então trate o povo à Mão de Ferro, pois, é melhor ser temido, que amado".
Seria semelhante então ao episódio dos afro-brasileiros que alcançaram a liberdade em 1888, então, segundo seu pensamento, deveriam continuar apanhando pelo menos mais uns 200 anos até começarem a entender a linguagem da liberdade? Lamentável Sr. Leandro Prata. Estas mudanças no perfil comportamentais de "Deus" podem ser explicadas, dentre outras causas, pelo fato do Velho Testamento ter sido escrito numa época em que Israel era uma nação em conflito permanente, lutando para sobreviver e se impor numa região disputada por vários povos e nações.
Também devemos levar em consideração o fato que Iahwéh não era apenas um, mas eram várias facetas ou deuses com o mesmo nome, coisa datada no Velho Testamento, e faz parte de mitos de outros povos guerreiros, dos quais os escritores judeus do AT relatam como sendo também de memória do povo hebreu. Já o Novo Testamento é de um período histórico em que Israel é uma nação subjugada pelos romanos, reduzida à condição de protetorado sem poder militar. Os povos antigos costumavam ver a guerra não apenas como um confronto entre nações e exércitos rivais, mas também como um enfrentamento entre os deuses protetores de cada povo.
O lado vencedor não apenas teria provado sua supremacia no campo de batalha, como também mostrado que seu deus era mais forte que o deus do inimigo. Podemos excluir desse exemplo os romanos. Assim, era necessário à manutenção da confiança dos combatentes repetir insistentemente que o deus deles era o mais poderoso de todos e que sob tal proteção não havia o que se temer no campo de batalha, onde a vitória certa humilharia o deus do inimigo.
O Salmo 91 é uma das mais belas expressões desta associação entre a fé e a guerra: Salmos 91:5 Não temerás os terrores da noite, nem a seta que voe de dia, Salmos 91:6 nem peste que anda na escuridão, nem mortandade que assole ao meio-dia.
Salmos 91:7 Mil poderão cair ao teu lado, e dez mil à tua direita; mas tu não serás atingido A interpretação de que o 'senhor' dos exércitos é uma divindade criada e mantida para dar confiança às tropas de Israel e inspirar medo nas forças inimigas, prova a hipótese de que os judeus primitivos não eram totalmente monoteístas, eles sempre teriam cultuado um único Deus e acreditado na supremacia dele sobre os deuses dos povos vizinhos, sem, entretanto defender taxativamente a inexistência destes outros deuses.
São ilustrativas as narrativas do Êxodo, em que o personagem Moisés exige que o faraó do Egito liberte os hebreus. Podemos perceber que por trás do confronto entre os dois homens existe uma luta entre o deus de Israel e os deuses egípcios, com a vitória do primeiro, é claro. É interessante que a ação das divindades que defendiam o faraó não são citadas diretamente (de certo porque não interessava aos judeus fazerem propaganda da concorrência), mas são claramente subentendidas, como na passagem em que os sacerdotes do Egito transformam seus cajados em cobras, exatamente como fez Moisés biblicamente falando. No final a serpente de Moisés devora as serpentes egípcias sugerindo que o deus dele era mais poderoso que as divindades estrangeiras, de onde se entende que a existência destas divindades era aceita pelos israelitas.
É neste ambiente desse falso monoteísmo judaico refinado e pseudo-purista, do qual foi expurgada toda reminiscência politeísta que surge o cristianismo. Naquela nova realidade, o senhor dos exércitos havia se tornado obsoleto, não apenas porque Israel não era mais uma nação combatente, mas também porque os judeus não mais acreditavam que existiam deuses inimigos a serem combatidos pelo poder de Adonai Elohin.
Um deus que evolui junto com a História permite muitas e ricas análises e interpretações, enquanto descarta por completo a interpretação fundamentalista de um único deus bíblico eternamente imutável, deflagra a total incompreensão religiosa. Eu fiquei pensando de como definir o cristianismo, e cheguei a uma frase que digamos que quando me ocorreu eu achei simples, porém perfeita; FOI A MAIOR INVENÇÃO SOCIAL DE TODOS OS TEMPOS!
Como veremos mais adiante o aparecimento de messias e cristos é uma coisa extremamente comum na historia da nossa sociedade, a toda hora está aparecendo um maníaco se dizendo o salvador do mundo ou de uma nação em questão. Seja na área religiosa ou política o mundo está poluído de messias e cristos, mas devemos admitir que nenhum se compara com o mito do Jesus bíblico. Qual o motivo de tanto sucesso?
A explicação está na elaboração universal do mito, sim, na universalidade, na reunião de todos os mitos em um só. Como poderíamos hoje criar um mito maior do que Jesus Cristo, se o mesmo já possui todos os atributos que um deus salvador poderia ter. Se bem que ao mesmo tempo jesus se contradiz, quando se inspira em seu lado sanguinário e malévolo como já vimos a cima.
Contudo, Ele cura os doentes, promete a vida eterna, expulsa demônios, protege os humildes, fala por parábolas, lições de 'boa conduta', é belo, salvou a humanidade do mal, "morrendo" por esta, "ama as criancinhas" (mais do que os padres), venceu a morte ressuscitando em gloria, trata bem as mulheres apesar de possuir um ar andrógino, vai castigar com a morte quem ofender seus protegidos, mora em um lugar maravilhoso com ruas e casas de ouro e pretende repartir com quem o adorar, sem contar que possui um pai do tipo poderoso-chefão, por fim entre outros atributos que não me recordo agora, Jesus Cristo é uma personagem perfeito igual ao super-homem dos quadrinhos.
Para os cegos Cristo é o Senhor da visão, para os pobres ele passa a ser o Senhor da fortuna, para os moribundos ele é o Senhor da vida, etc. Os pais do cristianismo foram extremamente vorazes e não deram nenhuma brecha para o aparecimento de um outro deus solar melhor. Temos alguns messias que nos vem à memória até os dias de hoje como Elias, com sua carruagem de fogo, idêntica à carruagem do deus grego Hélios, notem a semelhança do nome, não é simples coincidência.
Elias e Hélios, com suas carruagens de fogo. Temos também João o Batista, o excêntrico do deserto, bancando o deus Jannus, que ao que parece foi traído por seu discípulo um tal de Yeshua Ish Kariot. Quando estava preso João Batista mandou dois discípulos seus para perguntar ao suposto Messias se ele realmente era o ungido de "Deus"... Parece que não obteve resposta e logo em seguida foi decapitado. Seus discípulos revoltados com a traição fundaram uma nova seita judaica chamada Mandeísmo, existente até os dias de hoje no Irã e Turquia. Ish Kariot significa em aramaico "Aquele que trai como um punhal", o nome Yeshua é a tradução para Jesus, denotando uma historia meio confusa sobre quem foi realmente o traidor de quem.
Veja o seguinte, João Batista ao que parece, realmente existiu, pois seu nome e vida estão relatados em vários relatos da época, inclusive no Antiguidades Judaicas de Flavio Josefo, o grande historiador judeu, e lutou pela libertação do povo judeu das mãos de Roma quando foi morto por esse motivo. Já Jesus Cristo é uma criação grega e romana, onde tudo à ele relatado é apenas de cunho gnóstico e composto na medida para acalmar os ânimos dos judeus revoltos. No ano 100 EC. tivemos a revolta dos judeus contra o domínio romano, liderada por outro Messias, Simão bar Kokhba, onde houve, segundo a historia um verdadeiro massacre de judeus, sendo que sobraram poucos sobreviventes.
Após esse verdadeiro massacre é que o mito do Cristo judeu começa a ganhar força. Devemos
raciocinar então com muito cuidado... Quem traiu João batista?
O suposto apóstolo e mercador de barracas, Paulo, que em suas supostas epístolas, eu digo supostas porque a maioria foi totalmente adulterada ou não pertence ao mítico apóstolo, sempre negou, mas na realidade se sentia como um verdadeiro enviado de Deus. Apolônio de Tiana viveu supostamente ao tempo de cristo Jesus, e fazia milagres idênticos ao cristo judeu, arrastava consigo multidões e discípulos. Apolônio praticamente é um desconhecido da maioria das pessoas, mesmo daquelas que têm uma boa formação religiosa. Aparentemente parece estranho que uma figura tão relevante não seja citado nos livros que versam sobre religião, somente aparecendo o seu nome em documentos secretos e em alguns poucos livros de ocultismo.
Quem foi e que é Apolônio? - Apolônio é uma misteriosa figura que apareceu neste ciclo de civilização no início da era cristã (no século I). Os documentos que falam dele geralmente nunca mencionam a palavra nasceu e sim apareceu, isto porque Ele, quando esteve diretamente na terra, manifestava natureza divina. Entre os atributos desta natureza, ele apenas tinha um corpo aparente, se apresentava na terra com corpo etéreo, tal como o de Jesus dos evangelhos bíblicos.
Em muitos pontos a vida de Apolônio se assemelha à de Jesus. Até mesmo a sua vinda a terra foi anunciada pelo Espírito Santo. Alguns documentos antigos o afirmam. Ele, certo dia, surgiu na terra sem ascendentes, semelhante a Melquisedeque, mas também há documentos que dizem ser ele filho de uma Virgem. O sobrenome Tiana é mesmo nome da cidade onde ele primeiro se apresentou na terra, que ficava na Capadócia.
Dotado de uma palavra fácil, eletrizante e convincente, logo depois se transformou num tribuno, ao mesmo tempo em que sua fama se popularizava, caminhando pelo resto do mundo dando um exemplo justo, bom e perfeito. Foi um espontâneo defensor dos injustiçados, capaz de praticar os mais arrojados e difíceis atos de bravura. Sua firmeza e energia de propósitos, mesmo diante do perigo, causavam a todos uma coragem estóica. "Ele fora um Deus em forma de Homem!". Foi morto por apedrejamento, mas ressuscitou 3 dias depois e está na Terra até os dias de hoje, esperando pelo Amargedon.
Como poderíamos esquecer também do rabino Yeshua Ben Nasdrin (Nazireu) ou Ben Pandera, ele usava os dois sobrenomes, ao qual os judeus afirmam ser ao Cristo original, filho de um soldado romano com Miriam uma cabeleireira judia. Lembremos que o nome Miriam é o mesmo que Maria, e que Magdalena designa em aramaico, cabeleireira, uma transliteração muito curiosa, visto que o Cristo judeu, teve em seu mito, a companhia de duas Marias, uma delas a Madalena bíblica. Ao tempo do famoso Cristo Jesus havia muitos pretensos messias judeus e gentios, talvez daí se tenha tirado a concepção do mitológico Cristo Jesus. Concluindo, retornamos a Yeshua Ben Nasdrin, que foi apedrejado até a morte em 8 EC. por fazer uso da magia, que era abominável entre os judeus à época, possuía um discípulo de nome Matteaus, muito singular com o nome bíblico Mateus. A versão judia não é aceita pelos clérigos cristãos por motivos óbvios.
O século XIII foi fertilíssimo de falsos Messias; contam-se sete ou oito, aparecidos na Arábia, na Pérsia, na Espanha e na Morávia. Um deles, que se fazia chamar David el Re, passou por ter sido um grande mártir, seduziu os judeus, vendo-se à testa de um partido considerável; mas esse Messias foi assassinado.
Jacques Zieglerne, da Morávia, que viveu em meados do século XVI, anunciou a próxima manifestação do Messias, nascido, segundo afirmava, havia catorze anos. Ele o tinha visto, dizia, em Estrasburgo, e guardava com cuidado uma espada e um cetro para lhe entregar quando ele estivesse em idade de ensinar. No ano de 1624 outro Zieglerne confirmou a predição do primeiro. Em 1666 a quantidade de jesuses e anticristos foi espantosa, provavelmente devido à data mística.
Um dos mais famosos foi Sabatê Seví, nascido em Alepo, se apresentou como o Messias predito pelos Zieglerne. Principiou por pregar nas estradas reais e no meio dos campos; os turcos riram-se dele, apesar da grande admiração dos seus discípulos. Parece que não agradou à maioria da nação hebraica, pois os chefes da sinagoga de Smirna lavraram contra ele uma sentença de morte; mas livrou-se da pena, sofrendo somente o medo e o exílio.
Contratou três casamentos que não chegou a realizar, segundo se diz. Associou-se a um certo Natã Leví: este fez o papel do profeta Elias, que devia preceder o Messias. Dirigiram-se a Jerusalém e Natã anunciou Sabatê Seví como o libertador das nações. A população judaica declarou-se a seu favor; mas os que tinham alguma coisa a perder o excomungaram. Seví, para fugir à tempestade, retirou-se para Constantinopla, e de lá para Smirna. Natã Leví enviou-lhe quatro embaixadores que o reconheceram e saudaram publicamente na qualidade de Messias; essa embaixada teve certa influência no povo e mesmo em alguns doutores, que declararam Sabat Seví, Messias e rei dos hebreus. Mas a sinagoga de Smirna condenou seu rei a ser empalado.
Sabatê pôs-se sob a proteção do cadi de Smirna, e teve em breve ao seu favor todo o povo judeu. Fez erguer dois tronos, um para ele e outro para sua esposa favorita; tomou o nome de rei dos reis e deu a José Seví, seu irmão, o de rei de Judá. Prometeu aos judeus assegurar a conquista do império otomano. Chegou mesmo à insolência de fazer riscar da liturgia judaica o nome do imperador, substituindo-o pelo seu. Foi remetido à prisão dos Dardanelos. Os judeus tornaram público que: só se poupara a sua vida por que os turcos sabiam muito bem que ele era imortal. O governador dos Dardanelos enriqueceu-se à custa dos presentes que os hebreus lhe prodigalizaram para visitar o seu rei, o seu Messias, prisioneiro que, entre grades, conservava toda a sua dignidade, deixando que lhe beijassem os pés, coisa que os cristãos analfabetos liturgicamente falando, fazem até os dias de hoje com o seu "amado Cristo".
Voltando ao enredo, o sultão, que tinha a sua corte em Andrinopla, resolveu acabar com essa comédia; mandou chamar Seví e disse-lhe que se ele fosse Messias deveria ser invulnerável; Seví concordou. O grão senhor mandou que o colocassem como alvo das flechas de seus págens; o Messias compreendeu logo nada ter de invulnerável, e pretextou que, 'Deus apenas o enviara para render testemunho à santa religião muçulmana'. Fustigado pelos ministros da lei, tornou-se traidor e morreu desprezado igualmente por judeus e muçulmanos: o que desacreditou de tal forma a profissão de falso Messias que Seví foi o último deles.
Aqui no país do futebol também temos nossos Cristos e Jesuses. Contando com os padres que volta e meia viram santos, vale a pena registrar alguns não pela fama, mas, pela excentricidade;
Tivemos Antonio Conselheiro, um líder religioso que fundou um vilarejo chamado Canudos lá pelos lados de Sergipe, mas a aventura não acabou muito bem para ele e seus seguidores, na maioria pessoas totalmente desprovidas de cultura, se por não dizer analfabetas e simples. O vilarejo foi totalmente destruído pela forças governamentais e seus moradores todos mortos.
Não poderíamos esquecer de relatar o Santo do nordeste brasileiro Padre Cícero, que não se intitulava Cristo, mas após sua morte, devido à credulidade do povo sofrido, tornou-se uma espécie de entidade renata. Irmã Dulce aparece também como uma forte candidata a santa, com um trabalho deveras idêntico a Madre Tereza de Calcutá.
Para os lados do sul aparece os monges lapeanos ou melhor, acreditava-se que era apenas um, mas na realidade foram três ermitões que moravam em uma gruta perto da cidade da Lapa, sendo que o último foi líder de uma revolta de camponeses, transformado em "santo" após sua morte. O mais excêntrico e por que não dizer engraçado é o que se intitula INRI Cristo, e vive em Curitiba, cidade do sul do país.
Prega pela cidade e por que não dizer para o país todo que é o Cristo judeu renato, andando com as roupas do Cristo judeu, parece mais um maluco voltando à pé de Woodstock. A mídia lhe dá um bom espaço por conta de sua pantomima, e por essa razão resolvi fazer o mesmo, não para plagiar a mídia, mas para mostrar ao público como era fácil arrebatar seguidores há 2000 anos atrás.
Por Quê? Ora é muito simples, mente vazia é uma pista de corrida para a cega e mal fundamentada fé.
Não podemos nos esquecer da primeira Sta. brasileira que não é brasileira obviamente... Irmã Paulina, uma freira diabética que após sua morte supostamente curou um problema menstrual de uma professora, por essa razão virou Santa Paulina. Os cultos afro-brasileiros são muitíssimos praticados no Brasil, mas o caminho já passa por um quadro mais cultural e folclórico, assunto para uma outra obra literária talvez, pela extensão de informações e que apresenta um amálgama muito semelhante com a trajetória pensamento Hindu.
Tudo nos leva a crer que no futuro, o conhecimento científico exigirá bases sólidas para todas as coisas, quando então as religiões não mais prevalecerão, porquanto, não poderão contribuir para a ciência ou para a história, com qualquer argumento sólido e fiel.
Ademais, não nos parece lógico que o homem atual, o qual já atingiu um tão elevado nível de desenvolvimento, o que se verifica em todos os setores do conhecimento, tais como científico, tecnológico e filosófico, permaneça preso a crenças em deuses inexistentes, em mitos e tabus produzidos por mentes doentes. O labirinto Cristão Há quem acredite, que o cristianismo é uma invenção de Cristo, pura falta de informação. Eu considero o "tio" do cristianismo o filosofo estóico Sêneca e o "pai", sem dúvida alguma, foi o filósofo judeu que residia em Alexandria (Egito) de nome Fílon, e que também cultuava a filosofia estóica.
Fílon de Alexandria, apesar de ter contribuído poderosamente para a formação do cristianismo, seu testemunho é totalmente contrário a existência de Cristo. Fílon havia escrito um tratado sobre o Bom Deus Serápis, tratado este que foi destruído pelos bispos católicos. Os evangelhos cristãos a ele muito se assemelham, e os falsificadores não hesitaram em atribuir as referências feitas uma das dúvidas mais pertinentes até hoje se refere de como Pôncio Pilatos teria se referido a Jesus Cristo junto a Barrabás.
É sabido que o nome Barrabás, em aramaico (língua falada à época do personagem Cristo) traduzido para o latim ou português é filho do grande pai. Os judeus até hoje não pronunciam o nome de seu deus por medo ou respeito, imagine ao tempo do suposto Cristo! Os judeus jamais se intitulavam Filhos de Iahwéh, pois era um crime hediondo contra o seu deus, então se referiam como Filhos do grande pai (Bar Abbá). O único que tinha direito de pronunciar o nome de Iahwéh era o sumo sacerdote, e somente no dia de Páscoa.
Então imagine Pôncio Pilatos perguntando ao povo; Quem querem que eu liberte, Yesus Bar Abbá ou Yesus Bar Abbá! Isso mesmo, o primeiro nome de Barrabás era Yesus (que foi oculto nas traduções
modernas e revisadas...). Jesus ou Yesus foi condenado por se dizer filho do grande pai! Qual foi o crime que ele cometeu então, se todo judeu se dizia filho do grande pai??
Então temos Yesus Bar Abbá contra Yesus Bar Abbá... Que enorme confusão!
Fílon que foi um dos judeus mais ilustres de seu tempo, e sempre esteve em dia com os acontecimentos jamais omitiria qualquer notícia acerca de Jesus, cuja existência, se fosse verdadeira, teria abalado o mundo de então. Impossível admitir-se tal hipótese, portanto. Por isso é que M. Dide fez ver que, diante do silêncio de homens extraordinários como Fílon, os acontecimentos narrados pelos evangelistas não passam de pura fantasia religiosa. Seu silêncio é a sentença de morte da existência de Jesus.
O mesmo silêncio se estende aos apóstolos, assinala Emílio Bossi. Evidência que tudo quanto está contido nos Evangelhos refere-se a personalidades irreais, ideais, sobrenaturais de inexistentes taumaturgos. O silêncio de Fílon e de outros se estende não apenas a Jesus, mas, também aos seus pretensos apóstolos, a José, a Maria, seus filhos e toda a sua família Flávio Josefo tendo nascido no ano 37 e escrevendo até 93 sobre judaísmo, cristianismo terapeuta, messias e Cristos, nada disse a respeito de Jesus Cristo. As versões de Flávio Josefo ter feito relatórios sobre o jesus bíblico e os "cristãos", são pura interpolações. Flávio Josefo relatou sobre um "messias" essênio chamado (MENAHEM, ou MENACHEM), que morreu em circunstâncias semelhantes ás do personagem jesus bíblico.
Exames grafotécnicos e de autenticidade, realizados pela Universidade Alemã de Tubíngen, provaram que as versões existentes nos livros "Antiguidades de Israel" e "Testimonium Flavianum", onde supostamente Flávio Josefo faz referências aos "CRISTÃOS" e a "JESUS CRISTO" ser o MESSIAS, não passam de FALSIFICAÇÕES, realizadas provavelmente por Eusébio Bispo de Cesaréia, que adulterava inúmeros textos bíblicos e fez diversos acréscimos fraudulentos. Além disso, Flávio Josefo não foi uma TESTEMUNHA OCULAR; e teria escrito em 70 EC., 5 décadas após os supostos eventos bíblicos, Josefo escreveu sobre diversos judeus que se proclamavam "MESSIAS", Inclusive o essênio "MENAHEM", mas sem falar sequer uma linha sobre "Jesus o Cristo" bíblico!
Justo de Tiberíades, igualmente não fala em Jesus Cristo, conquanto houvesse escrito uma história dos judeus, indo de Moisés ao ano 50. Ernest Renan em sua obra "Vie de Jesus" apesar de ter tentado biografar Jesus, reconhece o pesado silêncio que fizeram cair sobre o pretenso herói do cristianismo a Serápis, como sendo feitas a Cristo.
Os Gregos, os romanos e os hindus dos séculos I e II, jamais ouviram falar na existência física de Jesus Cristo. Nenhum dos historiadores ou escritores, judeus ou romanos, os quais viveram ao tempo em que pretensamente teria vivido Jesus, ocupou-se dele expressamente. Nenhum dedicou-lhe atenção. Todos foram omissos quanto a qualquer movimento religioso ocorrido na Judéia, chefiado por Jesus. Espero que o leitor Cristão desta obra reflita com consciência sobre tal questão.
A história não só contesta a tudo o que vem nos Evangelhos, como prova que os documentos em que a Igreja se baseou para formar o cristianismo foram todos inventados ou falsificados no todo ou parte, para esse fim. A Igreja sempre dispôs de uma equipe de falsários, os quais dedicaram-se afanosamente a adulterar e falsificar os documentos antigos com o fim de pô-los de acordo com os seus cânones.
O piedoso e culto bispo de Cesaréia, Eusébio, como muitos outros tonsurados, recebeu ordens papais para realizar modificações em Importantes papéis da época, adulterando-os e emendando-os segundo suas conveniências. Graças a esses criminosos arranjos a Igreja terminaria autenticando impunemente, sua novela religiosa sobre Jesus Cristo, sua família, seus discípulos e o seu tempo. Conan Doyle imortalizou o seu personagem, Sherlock Holmes, assim como Goethe ao seu Werther. Deram-lhes vida e movimento como se fossem pessoas reais, de carne e ossos. Muitos outros escritores imortalizaram-se também através de suas obras, contudo, sempre ficou patente serem elas pura ficção, sem qualquer elo que as ligue com a vida real. Produzem um trabalho honesto e honrado aqueles que assim procedem, ao contrário daqueles que deturpam os trabalhos assinados por eminentes escritores, com o objetivo premeditado de iludir a boa fé do próximo.
E procedimento que além de criminoso, revela, a incapacidade intelectual daqueles que precisam de se valer de tais meios, para alcançar seus escusos objetivos. Berson, citado por Jean Guitton em "Jesus", disse que a inigualável humildade de Jesus dispensaria a historicidade; entretanto, erigiu os Evangelhos como documento indiscutível como prova, o que a ciência histórica de hoje rejeita. Só depois de muito entrado em anos é que se tornaria indiferente para com a pirracenta crença religiosa dos seus antepassados, como aconteceu com mentes excepcionalmente cultas, tornada ilustres pelo saber e pelo conhecimento e não apenas pelo dinheiro.
Diante da história, do conhecimento racional e científico que presidem aos atos da vida humana, muitos já se convenceram da primária e irreal origem do cristianismo, o qual nada mais é do que uma síntese do judaísmo com o paganismo e a idolatria greco-romana do século I Graças ao trabalho de notáveis mestre de Filosofia e Teologia da Escola de Tubíngen, na Alemanha, ficou provado que os Evangelhos e mesmo toda a Bíblia, não possuem valor histórico, pondo-se em dúvida consequentemente, tudo quanto a Igreja impôs como verdade sobre Jesus Cristo.
Tudo o que consta dos Evangelhos e do Novo Testamento, São apenas arranjos, adaptações e ficções, como o próprio Jesus Cristo o foi. Através da pesquisa histórica e de exames grafotécnicos ficou evidenciado que os escritos bíblicos tanto do "Velho", quanto do "Novo" Testamento, são referidos apócrifos. De sorte que não servindo como documentos autênticos devem ser rejeitados pela ciência. Jean Guitton diz que o problema de Jesus. varia e acordo com o ângulo sob o qual seja examinado: histórico, filosófico ou teológico. A história exige provas reais, segundo as quais se evidenciem os movimentos da pessoa ou do herói no palco da vida humana, praticando todos os atos a ela referentes, em todos os seus altos e baixos.
Pierre Couchoud, igualmente citado por Guitton, sendo médico e filósofo, considerou Jesus como tendo sido "a maior existência que já houve, o maior habitante da terra", entretanto. acrescentou: "não existiu no sentido histórico da palavra: não nasceu. não sofreu sob Pôncio Pilatos, sendo tudo uma fabulação mítica". A passagem de Jesus pela terra, seria o milagre dos milagres: "O continente, embora fosse o menor, contivera o conteúdo, que era o maior!"
A Filosofia quer fatos para examinar e explicar à luz da razão, generalízando-o. No que se refere à existência de jesus, é patente a impossibilidade de generalização, porquanto, na qualidade de mito, como os milhares que o antecederam, sua personalidade é apenas fictícia, por conseguinte nenhum material pode oferecer à Filosofia para ser sistematizado, aprofundado ou explicado.
No tocante à Teologia cabe-lhe apenas a parte doutrinária acerca das coisas divinas a ela, interessa apenas incutir nas mentes os seus princípios, sem, contudo, procurar neles o que possa existir de concreto, o que inclusive seria contrário aos interesses materiais, daqueles aos quais aproveita a religião.
Os Enciclopedistas mostraram como eram tolos e irracionais os dogmas da Igreja, lembrando ainda que ele era um dos mais fortes pilares do feudalismo escravocrata. Voltaire, este mostrou as coincidências entre o Evangelho de João e os escritos de Fílon, lembrando ter sido ele um filósofo grego de ascendência judia, cujo pai, um outro judeu culto, teria sido contemporâneo de Jesus, se ele tivesse realmente existido. Em várias imagens artísticas do cristianismo copta, Igreja estabelecida no Egito, por volta de 42 EC., vemos como seria o rosto do Cristo judeu se o mesmo tivesse existido, bem diferente do Cristo divulgado pela mídia de novela mexicana.
A filosofia religiosa de Fílon era a mesma do cristianismo, tanto que inicialmente foi cogitada sua inclusão entre os fundadores da nova crença. Contudo, como já estudamos, após exame rigoroso de sua obra, foram encontradas idéias opostas aos interesses materiais dos lideres cristãos da época. Devemos aos Enciclopedistas, bem como Voltaire, o incentivo para que muitos pensadores futuros pudessem desenvolver um trabalho livre, na pesquisa da verdade.
As convicções de Voltaire são o fruto de profundo estudo das obras de Fílon. Os racionalistas, posteriormente, servindo-se de seus escritos, concluíram que a Igreja criou seus dogmas de acordo com a lenda e o mito, impondo-os a ferro e fogo. Bauer, aplicando os princípios hegelianos na Universidade de Tubíngen. concluiu que os Evangelhos haviam sido escritos sob a influência judia, de acordo com seu gosto.
Posteriormente, interesses materiais e políticos motivaram alterações nos mesmos. Em vista de tais interesses é que o suposto Pedro, o pregador do cristianismo nascente, que era pró-judeu, teve de ser substituído pelo suposto Paulo, favorável aos romanos. E Marcião teria sido o autor dos escritos atribuídos ao inexistente Paulo. A existência de Paulo é posta em xeque após uma lida nos escritos de Marcião. Se entendermos o significado do nome de Saulo ou Paulo para o português talvez compreendamos o sentido literal de toda essa armação bíblica... Paollo é "o pequeno que fala ou aquele que prega". Sem comentários...
O mérito da Escola de Tubíngen consiste em haver provado que os Evangelhos são apócrifos, e assim não servem como documento aceitável pela história. Levando ao conhecimento do mundo livre que os fundamentos do cristianismo são mistificações puras, os mestres da referida Escola abalaram os alicerces de uma empresa, que há séculos explora a humanidade crente, vendendo o nome de deus a grosso e a varejo. Diz-se que a Bíblia, o livro sagrado dos cristãos, do qual se valem eles para provar a existência de seu "Deus e Jesus Cristo", seu filho unigênito, foi escrito sob a inspiração 'divina'.
O Próprio "Deus" a teria escrito, através de homens inspirados por ele, claro e como já dissemos seria atemporal. A doutrina cristã ensina que deus, além de onipotente, é onipresente e onisciente. Sendo dotado de tais atributos, - onisciência e onipresença, - seria de se esperar que deus ao ditar aos homens inspirados o que deveriam escrever, não se restringisse apenas ao relato das coisas, fatos ou lugares então conhecidos pelos homens de uma determinada época. Sendo onipresente, deveria estar no universo inteiro. Conhecê-lo e levá-lo ao conhecimento dos homens, e não apenas limitar-se a falar dos povos ou lugares que todos conheciam ou sabiam existir. Sendo onisciente, deveria saber de todas as coisas de modo certo, correto, exato e assim inspirar ou ensinar.
Todavia, aconteceu justamente o contrário. A Bíblia escrita por homens inspirados por deus onipresente e onisciente, como já vimos, está repleta de erros, os mais vulgares e incoerentes, revelando total ignorância acerca da verdade e de tudo mais. Vejamos apenas o exemplo que já relatamos sobre o sol e as estrelas. Diz a Bíblia que o sol, a lua e as estrelas foram criadas em função da terra: para iluminá-la. Seria o centro do universo, então, o que é totalmente falso. Só isso bastaria para reprovarmos a mesma.
Hoje, ou melhor, há muito tempo todos sabemos que a terra é apenas um grão de areia perdido na imensidão do universo, sendo mesmo uma das menores porções que o compõe, inclusive dentro do sistema solar de que faz parte. Como teria Josué feito parar o sol, a fim de prolongar o dia e ganhar sua batalha contra os cananitas, sem acarretar uma catástrofe universal? Decididamente, quem escreveu tais absurdos, sendo homem sujeito a falhas e erros, é perdoável.
Entretanto, sendo um "Deus onipresente e onisciente", ou por sua inspiração, é inconcebível. E mais
inconcebível ainda é que o homem moderno permaneça escravo desta ou de qualquer outra religião. Dispondo de modernos meios de difusão e divulgação da cultura, o homem não pode ignorar a quanta é falsa a doutrina cristã, além de absurda, o mesmo estendendo-se a qualquer outra forma de culto ou religião. Como entender que sendo deus onipresente e onisciente, não saberia que todos os corpos do universo possuem movimento, e que este os mantém dentro de sua órbita, sem atropelos ou abalroamento?
Quando "Jeová" resolveu disciplinar o comportamento dos hebreus, marcou encontro com Moisés, no Monte Sinai, para lhe entregar as tábuas da lei. Fato idêntico acontecera muito antes. quando Hamurabi teria recebido das mãos do deus Schamash, a legislação dos babilônios no século XVII AEC.. A mesma foi encontrada em Susa, uma das grandes metrópoles do então poderoso império babilônio, encontrando-se atualmente guardada no Museu do Louvre, em Paris. Sem contar que os Dez Mandamentos que são apregoados em santinhos e calendários hoje em dia estão errados.
O verdadeiro decálogo apenas se manifesta no lado litúrgico, e não são apenas dez, mas um amontoado de prescrições de ordem doutrinaria infindável. Fico imaginando o quanto não rendeu, em todos esses séculos, a ignorância do povo. No que concerne aos Evangelhos, sabemos que foram escritos em número de 315, copiando-se sempre uns aos outros. No Concílio de Nicéia, tal número foi reduzido para 40 e destes foram sorteados os 4 que até hoje estão vigorando.
A. Laterre, entre outros escritores, assinala ter sido o Evangelho pseudopígrafos de Marcos o mais antigo, de haver servido de paradigma para os outros, os quais não guardaram sequer fidelidade ao original, se existiu algum, dando margem a choques e entrechoques de doutrina. Após o suposto Evangelho de Marcos, começaram a surgir os demais que alcançando elevado número, foram reduzidos. A escolha não visou os melhores, o que seria lógico, mas baseou-se tão somente no prestigio político dos bispos das regiões onde haviam sido compostos.
A. Laterre patenteou igualmente, em "Jesus e sua doutrina", que a lenda composta pelos fundadores do cristianismo para ser admitida pelos homens como verdade, fora copiado de fontes mitológicas muito anteriores ao próprio judaísmo, remontando aos antigos deuses hindus, persas ou chineses. No século II, quando começou a aparecer a "biografia" de Jesus, havia apenas o interesse político e material em se manter a sua santa personalidade idealizada.
Constantino, no século IV, tendo verificado que suas legiões haviam-se tornado reticentes no cumprimento de suas ordens contra os cristãos, resolveu mudar de tática e aderir ao cristianismo. Percebendo que os bispos de Alexandria, Jerusalém, E dessa e Roma tinham a força necessária para fazer-lhe oposição, sentiu-se na contingência de ceder politicamente, com o objetivo de conseguir obediência total e unificar o império.
De sorte que sua adesão ou conversão ao cristianismo, não se baseou em uma convicção intima, 'espiritual', porém, resultou de conveniências políticas. Embora não crendo na religião cristã, percebeu que a cruz dar-lhe-ia a força que lhe faltava, para tornar-se o imperador único e obedecido cegamente.
Daí, a história do sonho que tivera antes de uma batalha, segundo o qual vira a cruz desenhada no céu e estas palavras escritas: "in hoc signo vincis", com este sinal, vencerás.
Não era cristão verdadeiro, apenas fingia sê-lo para conseguir os seus objetivos. Fica notório que a religião cristã teve objetivos simplesmente políticos, traindo assim a ideia estóica. Dujardin conta-nos que o cristianismo só surgiu a partir do ano 30, graças a um rito em que se via a morte e a ressurreição de Jesus, o qual seria uma divindade pré-cristã. Nesta seita, os seus adeptos denominavam-se apóstolos, significando missionários, os que traziam uma mensagem nova. Os apóstolos desse "Jesus", juravam terem-no visto, após sua morte, ressuscitar e ascender ao céu.
Entretanto, não era este o Jesus dos cristãos.
O Padre Aífred Loisy, diante do enorme descrédito que o mito do cristianismo vinha sofrendo nos meios cultos de Paris, resolveu pesquisar-lhe as origens, visando assim desfazer as objeções apresentadas de modo seguro e bem fundamentado. Buscava a verdade para mostrá-la aos demais. Entretanto, ao fazer seus estudos, o Padre Loisy constatou que, realmente a crítica havia se baseado em fatos incontestáveis. Por uma questão de honra, não poderia ocultar o resultado de suas pesquisas, publicando-o logo em seguida. Sendo tal resultado, contrário fundamentalmente aos cânones da Igreja, foi expulso de sua cátedra de Filosofia, na Universidade de Paris e excomungado pelo Papa, em 1908.
É justamente o mesmo que nós devemos fazer quando nos empurram garganta abaixo ranços
mitológicos, como se fossem a verdade suprema; sigamos então o exemplo do Padre Loisy.
O Pe. Loisy havia concluído que os documentos nos quais a Igreja firmara-se para organizar sua doutrina, provieram dos rituais essênios. Jesus Cristo não tivera vida física. Era apenas o reaproveitamento da lenda essênia do Crestus, o seu Messias. Verificou-se também, que as cartas Paulinianas, de origem insegura, haviam sido refundidas em vários pontos fundamentais e por diversas vezes, antes de serem incluídas definitivamente nos Evangelhos.
Do mesmo modo chegou à conclusão de que os Evangelhos não poderiam servir de base para a história, nem para provar a vida de Jesus dada a sua inautenticidade. Ele concluiu que só foram aceitos como livros sagrados aqueles cuja a possibilidade de alterações eram possíveis de se realizar de forma a se adequarem aos interesses clérigos da época. Por sorte sua já não mais existia a Santa Inquisição; do contrário, o sábio Padre Loisy teria sido queimado vivo.
Não há provas Históricas da existência de um jesus, existem trabalhos em doutorado como o do cientista PhD em Ciência das religiões da Universidade de Sidney Raphael Lataster que resultou em um recente livro; "There is no GOD. There is no JESUS" = Não há DEUS. Não há JESUS. Entre outros historiadores imparciais credíveis tais como; Richard Carrier, Robert M. Prince, Acharya S/ Murdoch...
Jesus quando nasceu biblicamente falando, teria nascido sob o reinado de César Otávio, cujo título "Augusto" lhe foi concedido pelo senado Romano da época. No entanto, César Otávio em vida NADA disse ou escreveu a respeito do Jesus-Cristo-bíblico!
Pôncio Pilatos, como já mencionamos, (Romano) era governante da Galiléia, lugar onde jesus vivia biblicamente falando, entretanto, Pôncio Pilatos NADA disse ou escreveu a respeito de Jesus, o Cristo. Os documentos relativos ao governo de Pilatos na Judéia, nada relatam a respeito de alguém que se intitulou Jesus Cristo, o Messias ou o enviado de Deus, que tenha sido preso, condenado e crucificado sob seu consentimento ou mesmo contra sua vontade, conforme narram os evangelhos.
Não tomou conhecimento jamais de que um homem excepcional praticasse coisas maravilhosas e sobrenaturais, ressuscitando mortos e curando doentes ao simples toque de suas mãos, ou com uma palavra, apenas... Se Pôncio Pilatos, cuja existência é real e historicamente provável, e que estava no centro dos acontecimentos da época como governador da Judéia, ignorou completamente a existência tumultuada de Jesus, é que de fato ele não existiu. Alguém que pelos atos que lhe são atribuídos, chega mesmo ao cúmulo de ser aclamado "Rei dos Judeus" por uma multidão exaltada, como ele o foi, não poderia passar despercebido pelo governador da região.
Jesus, o Cristo, teria sido torturado e assassinado quando Tibério César era Imperador de Roma. Entretanto, Tibério César NADA falou a respeito de Jesus-Cristo, Tibério sequer ouviu ás sugestões de Mateus 27:50-51, onde segundo o versículo diz ter ocorrido (tremores de terra a ponto de partir rochas ao meio), fictícias ocorrências bíblicas após a suposta morte crucificada de jesus.
Estaria Tibério dormindo um sono profundo?
O imperador Tibério, inclusive, jamais soube de tais ocorrências na Judéia. Estranho que ninguém o informasse de que um povo, que estava sob o seu domínio, aclamava um novo rei. Ilógico. A ele, Tibério, é que caberia nomear um rei, governador ou procurador. Prosper Alfaric, em L'Ecole de la Raison, assinala as invencíveis dificuldades do cristianismo em conciliar a fé com a razão. Por isso, a nova crença teve de apoderar-se das lendas e crenças dos deuses solares, tais como Osíris, Mitra, Ísis, Átis e Hórus, quando da elaboração de sua doutrina. Expôs, igualmente, que os documentos descobertos em Qumrã, em 1947, eram o elo que faltava para patentear que Cristo é o Crestus dos essênios, uma outra seita judia.
O cristianismo nada mais é, então, do que o sincretismo das diversas seitas judias, misturadas às crenças e religiões dos deuses solares, por serem as religiões que vinham predominando há séculos. Volto a afirmar que os pais do cristianismo se apoderaram de todos os mitos e crenças possíveis à época, para, dessa forma, não deixar brechas para o aparecimento de outra crença qualquer.
A palavra "evangelho", em grego significa "boa nova", já figura na Odisséia de Homero, Século XII, AEC. Foi depois encontrada também ruma inscrição em Priene, na Jônia, numa frase comemorativa e de endeusamento de Augusto, no seu aniversário, significando a "boa nova" no trono. E isto ocorreu muito antes de idealizarem Jesus Cristo. Conforme já mencionamos anteriormente, no inicio do cristianismo, os evangelhos eram em número de 315, sendo posteriormente reduzidos para 4, no Concílio de Nicéia.
Tal número indica perfeitamente as várias formas de interpretação local das crenças religiosas da orla mediterrânea, acerca da ideia messiânica lançada pelos sacerdotes judeus. Sem dúvida, este fato deve ter levado o santo dos falsificadores, Irineu, a escrever o seguinte: "Há apenas 4 Evangelhos, nem mais um, nem menos um, e que só pessoas de espírito leviano, os ignorantes e os insolentes é que andam falseando a verdade".
A verdade da Igreja, dizemos nós, ateus;
Haviam então, os Evangelhos dos nazarenos, dos judeus, dos egípcios, dos ebionistas, o de Pedro, o de Barnabé, entre outros, 03 quais foram queimados, restando apenas os 4 sorteados e oficializados no Concílio de Nicéia. Celso, erudito romano, contemporâneo de Irineu, entre os anos 170 e 180, disse: "Certos fiéis modificaram o primeiro texto dos Evangelhos, três, quatro e mais vezes, para poder assim subtrai-los às refutações".
Foi necessária uma cuidadosa triagem de todos eles, visando retirar as divergências mais acentuadas, sendo adotada a de Hesíquies, de Alexandria; e de Pânfilo, de Cesaréía e a de Luciano, de Antióquia. Mesmo assim, só na de Luciano existem 3500 passagens redigidas diferentemente, isso mesmo 3500 passagens adulteradas. Disso resulta que, mesmo para os Padres da Igreja, os Evangelhos não são fontes seguras e originais. Nós sabemos que os Evangelhos que trazem a palavra "segundo", que em grego é "cata", não vieram diretamente dos pretensos evangelistas.
A discutível origem dos Evangelhos, explica porque os documentos mais antigos não fazem referência à vida terrena de Jesus. Relembrando que nos Evangelhos, as contradições são encontradas com muita frequência. Em Mateus 1:1-17 por exemplo: "a linhagem de Jesus vem de Abraão, em 42 gerações"; ao passo que em Lucas 3:23-38 lê-se que proviera diretamente de Adão e Eva, sendo que de Abraão a Jesus teriam havido 43 gerações. Eusébio comentando o assunto e não sabendo como responde à questão, disse: "Seja lá o que for, só o Evangelho anuncia a verdade".(?)
Tais divergências, entretanto, parecem indicar que os Evangelhos não se destinavam inicialmente à posteridade, visando tão somente a catequese imediata de povos isolados uns dos outros. Os escritos destinados a um povo dificilmente seriam conhecidos dos outros. O Evangelho de Mateus teria sido destinado aos judeus, arranjado para agradá-los. Por isso, não fala nos vaticínios nem no Messias. Por isso ainda é que puseram na boca de Jesus as palavras seguintes: "Não vim para abolir as leis dos profetas, mas sim para cumpri-las". Tudo indica ter sido feito em Alexandria, porquanto, o original em hebraico jamais existiu.
Baur provou, entretanto, que as Epístolas são anteriores aos Evangelhos e o Apocalipse, o mais antigo de todos, do ano 68. Todos os escritos do cristianismo desse tempo falam apenas no Logos, o Cordeiro Pascoal, imolado desde o princípio dos tempos, referindo-se à personalidade ideal de Jesus Cristo. Lembrando que o termo Logos foi criado por Platão em 300 AEC. termo este apropriado pelo cristianismo através de São agostinho e São Aquino, quando da adaptação do neo-platonismo ao pensamento cristão.
Justino, filósofo e apologista cristão, escrevendo em torno do ano 150 EC., não emprega a palavra Evangelho nem uma vez. Isto mostra que ele ainda nessa época, ignorava-a, não tendo conhecimento de sua existência. Justino ignorava igualmente as paulinianas, Paulo e os Atos dos apóstolos, o que prova que foram inventados posteriormente, causando assim um vácuo histórico no texto cristão.
Marcião no ano de 140, trouxe as Epístolas à Roma, as quais não foram inicialmente consideradas merecedoras de fé. Sofreu rigorosa triagem, sendo cortada muita coisa que não convinha à Igreja. Marcião fora contemporâneo de Justino. As Epístolas trazidas por ele, eram endereçadas aos Romanos, aos Gálatas e aos Coríntios. Apresentavam Jesus como um Deus encarnado. Teria nascido de uma mulher e sofrera o martírio para resgatar os pecados da humanidade, isto é, dos ocidentais porque os orientais não tomaram conhecimento da personalidade de Jesus, seus milagres e sua pregação e do seu romance religioso. Engels constatou que as Epístolas são 60 anos mais novas do que o Apocalipse. E ainda, os cristãos contrários ao bispo de Roma, rejeitaram-nas durante séculos. Foi o que se deu com os ebionitas e os severianos, conforme Eusébio escreveu e Justino confirmou. O Apocalipse fala em um cordeiro com sete córneos e sete olhos, o qual foi imolado desde a fundação do mundo (13-8). O Apocalipse foi composto apenas em 68, sendo o mais antigo de todos os escritos cristãos.
Lutero e Swinglio disseram que o Apocalipse foi incluído nos Evangelhos por engano, tendo a Igreja de inventar, por isso a ordem cronológica dos seus livros. Hoje se pode provar que o Apocalipse surgiu entre os anos 68 e 70; os Evangelhos, no século II e o Atos dos Apóstolos são os mais recentes de todos. O cúmplice de Irineu, Eusébio em sua "História Eclesiástica':, 4-23, diz: "Compus as Epistolas conforme a vontade do irmão: mas, os 'apóstolos do diabo' thaacramnas de inverídicas contando-lhes certas coisas e acrescentando outras". Irineu, ao mesmo tempo ordenava ao copista através de cartas: "Confronta toda cópia com este original utilizado por ti, e corrige-a cuidadosamente. Não te esqueças de reproduzir em tua cópia o pedido que te faço".
Essas citações servem para medirmos que tipo de santidade havia entre os bispos e seus calígrafos, na arte eusebiana de eméritos falsificadores de documentos importantes, como Eusébio e Irineu. Com isto,caro leitor, deram autenticidade a todas as invencionices do cristianismo e legitimaram sua liderança na posse material do que pertencia aos outros. Irineu ainda registrou o seguinte: "Ouvi dizer que não acreditam esteja isto nos Evangelhos, se não se encontrar nos arquivos", Ao que Eusébio respondera: "É preciso demonstrá-lo e acrescenta-lo".
Uma excelente prova da existência de Jesus, seria uma comunicação feita por Pilatos a seu respeito. Entretanto, tal documento não existe. Justino, instado pelos falsificadores, referiu-se a Jesus, contudo, dada a sua honradez pessoal, no caso do seu escrito ser autêntico, fê-lo de modo inseguro e hesitante na seguinte frase; "O que conta é a fé, não importa no que se acredita" Tertuliano que é mais seguro do que ele, afirmou que esse valioso documento deverá ser encontrado nos arquivos imperiais. Contudo, a Igreja apesar de haver se apoderado de Roma a partir do século IV, não teve a coragem de apresentar essa indispensável jóia documentária, a qual de certo seria refutada pela ciência e pelo conhecimento.
Mesmo assim, a partir do século IV, essa prova ilegítima foi produzida, contudo, a Igreja não teve a petulância de submetê-la à grafotécnica.
Por que será?
Daniel Rops, embora fosse um apaixonado cristão, reconheceu a veracidade dessa falsificação dizendo que: "a que arranjaram era uma carta enviada a Cláudio, que reinou de 41 a 44, e não a Tibério, sob cujo governo Pilatos fora Procurador da Judéia". No Apocalipse o fictício João escreveu: "Se alguém acrescentar alguma coisa nisto, Deus castigará com as penas descritas neste livro; se alguém cortar qualquer coisa, Deus cortará sua parte na árvore da vida e na cidade santa descrita neste livro". Ai está mais uma prova de como as falsificações eram usuais na fase da Igreja nascente.
O mais interessante é essa gente falar em Deus, como se fosse coisa cuja existência já tivesse sido provada, não se justificando mais que o conhecimento e a razão estudassem as bases dessa existência. Na documentação que eu encontrei para escrever este texto, percebi que a ciência tem um interesse sincero de provar a autenticidade de tais documentos canônicos ou não. Seria uma enorme alegria ao povo e também à ciência que as provas da existência de um Messias fosse provada, mas a Igreja foge perante a possibilidade de qualquer acareação, demonstrando assim, que tais documentos não passam de chulas falsificações.
Os padres mostravam-se estar de tal modo familiarizados com Deus e sua vontade, que por isso achavam certo e justo julgar e queimar vivos a todos os que deles discordassem, temos hoje os pastores multimídia que falam de Deus como se ele tivesse um escritório na Avenida Paulista e também Email por exemplo... É pândego!
Entretanto, embora dessem a impressão de estar em contato com deus, usavam de processos criminosos, dos quais todos os ociosos usam para sacar contra o seu meio social. Assim é que hoje se pode provar que o cristianismo, foi construído sobre um terreno atapetado de mentiras, falsificações e mistificações. O "Novo Testamento", que de (Novo não tem nada, é tudo velho mesmo), atualmente oficializado, é cópia de um texto grego do século IV, que como já vimos, está totalmente deformado por interesses escusos.
É exatamente o sinótico descoberto em 1859, em um convento do Monte Sinai, onde vem informada a origem grega. Os originais do mesmo estão guardados nos museus do Vaticano e de Londres. Foram publicadas com as devidas correções, feitas por Hesíquios, de Alexandria. Um papiro encontrado no Egito, em 1931, apresenta-nos uma ordem cronológica totalmente diferente da oficializada pela Igreja. Atualmente, as fontes testamentárias aceitáveis são as do século II em diante, provindas de Justino, Taciano, Atenágoras e Irineu e outros, os quais são considerados os verdadeiros criadores do cristianismo.
Taciano foi o "bem amado" discípulo de Justino. Ele, entretanto, omite a genealogia de Jesus, dizendo apenas que ele descendia de reis judeus, de modo muito vago, divergindo assim da orientação oficializada.
Irineu foi que sistematizou o cristianismo. Foi ele a fonte em que Eusébio inspirou-se. Por isso é que daí em diante seria obrigatória a confrontação entre os dois textos. O bispo de Cesaréia fora encarregado pelo todo poderoso bispo de Roma, de falsificar tudo quanto prejudicasse os interesses materiais da Igreja de então. De modo que, por onde passou a mão de Eusébio, foi tudo conspurcado criminosamente contra a "verdade".
Eusébio foi realmente um bispo que cria apaixonadamente na divindade de Jesus Cristo, contudo, já conhecia o poder que possuía o bispo de Roma. Graças a Eusébio e outros iguais a ele, tornou-se uma temeridade descrer-se na verdade oficializada pela Igreja. Era crer ou morrer. Após tantas falsificações, todos ficaram realmente inseguros quanto á verdadeira origem do cristianismo, tal a tumultuação impressa por Eusébio e Irineu. Tertuliano e Clemente de Alexandria lutaram um pouco para sanar essas fontes, anulando boa parte do que restara das criminosas unhas de Eusébio.
Em Qumrã, em 1947, como já vimos foram encontrados documentos com escrita em hebraico e não em grego, falando em Crestus não em Cristo. Ali, Habacuc referese à perseguição sofrida por essa seita judia, assim como a morte de Crestus, igualmente traído por um Judas, um sacerdote dissidente. A Igreja ao ter conhecimento da existência de tais documentos, pretendeu informar que Crestus era o Cristo de sua criação, contudo, verificou-se que eles datavam de pelo menos um século antes do lançamento do romance do Gólgota. Além disso, continham revelações contrárias aos interesses da Igreja. Eles relatam as lutas de morte em que viviam as diversas seitas do judaísmo.
A tal historia não pôde entrar nos Evangelhos, devendo silenciar completamente a respeito da pretensa passagem de Jesus pela terra. De qualquer forma a lenda que existia em torno no nome de Crestus, foi aproveitada na época porque sendo uma seita comunista, suas pregações iriam servir para atrair ao cristianismo a atenção dos escravos, em luta contra os seus senhores, a eterna luta do pobre contra o rico, fato este aproveitado mais tarde por Constantino. Notamos também a semelhança fonética entre o nome Crestus e Cristo (ungido) em grego, também a semelhança fonética com Krishnna, que não passou despercebido pelos fomentadores do cristianismo. Era bom demais para ser verdade.
Escavações feitas em Jerusalém desenterraram velhos cemitérios, onde foram encontradas muitas cruzes do século I e mesmo anteriores. Todavia, apesar de já ser usada nessa época, só a partir do século IV é que a Igreja iria oficializá-la como seu emblema. Levantamentos arqueológicos posteriores provariam que a cruz já era um piedoso emblema usado desde há milênios.
Orígenes o inventor da figura do Diabo, polemizando contra Celso, um dos mais cultos escritores romanos de seu tempo, e que mais combateram as bases falsas da Igreja e de Jesus Cristo, acusa Flávio Josefo por não haver admitido a existência de Jesus. Flávio não poderia referir-se a Jesus nem ao cristianismo porque ambos foram arranjados depois de sua morte. Assim, os livros de Flávio que falam de Jesus, foram compostos, ou melhor, falsificados muito tempo após sua morte, no decorrer do século III, conforme já estudamos as conclusões alcançadas pelos mestres da Escola de Tubíngen.
Como vimos anteriormente, Sêneca que foi preceptor de Nero, suicidando-se para não ser assassinado por ele, já pensava mais ou menos como os cristãos. Do que se conclui que as idéias de que se serviu o cristianismo para se fundamentar, são emprestadas das lendas que giravam em torno de outros Cristos Messias, assim como de outros cultos. Nada tendo, portanto, de original. Sêneca acreditava em um Deus único e imaterializável, criado por Platão e os Pitagóricos.
Por tudo isso, repito que os líderes do cristianismo, nada mais fizeram do que se apropriarem das idéias já existentes. Apenas tiveram o cuidado de promover as modificações necessárias, com vistas a melhor consecução dos seus objetivos materiais. Sêneca, embora não fazendo em seus escritos qualquer alusão à existência de Jesus Cristo, teve muitos de seus escritos aproveitados pelo cristianismo nascente. Em Tácito, escritor do século II, encontram-se referências a respeito de Jesus e seus adeptos.
Contudo, exames grafotécnicos demonstraram que tais referências são falsas, e resultam de visível adulteração dos seus escritos. Suetônio que existiu quando Jesus teria vivido, escreveu a "História dos Doze Césares", relatando os fatos de seu tempo. Referindo -se aos judeus e sua religião, apenas falou em "distúrbios de judeus exaltados em torno de Crestus". Por aí se vê que ele não se referia aos cristãos, porquanto, eles sempre se mostraram humildes e obedientes à ordem constituída, evidentemente a fim de passar, tanto quanto possível, despercebidos. Desse modo, iriam solapando o poder imperial, manhosamente, como realmente aconteceu.
Suetônio escreveu ainda que haviam supliciado alguns cristãos, que eram gente que se dedicava demasiado a tolas superstições, orientadas por uma ideia malfazeja. Disse mais que Nero tivera de mandar expulsar os judeus de Roma, porque eles estavam sempre se sublevando, instigados por um tal de Crestus.
(Irmãos Pagãos)
Os cristãos estavam sempre organizados de modo a atrair aos escravos, sem, contudo, desagradar às autoridades. Assim sendo, jamais provocariam tumultos. Os cristãos aos quais Suetônio refere-se são os zilotas, os essênios ou os terapeutas, mas nunca os cristãos do mítico Jesus Cristo bíblico, porquanto, conforme já dissemos acima, os cristãos eram ensinados a não provocarem desordens. Os cristãos seguiam a filosofia estóica e dos mistérios pitagóricos, na qual apregoa a submissão completa, alias muito ideal até os dias de hoje. Plínio, o Jovem, viveu entre os anos 62 e 113, tendo sido sub-pretor da Bitínia. Na carta enviada ao imperador, perguntava como agir em relação aos cristãos, ao que Trajano teria respondido, que agisse apenas contra os que não renegassem à nova fé.
Entretanto, não ficou evidenciado a quais cristãos, exatamente, eram feitas as referências: se aos crestões ou aos cristãos. De qualquer forma, a carta em questão, após ser submetida a exames grafotécnicos e métodos rádio-carbônicos, revelou-se haver sido falsificada. Justiniano, Imperador romano, mandou queimar os escritos de Porfírio, através de um edito, em 448, alegando que: "impelido pela loucura, escrevera contra a santa fé cristã".
Vespasiano ao morrer disse: "Que desgraça! Acreditei que me havia tornado um deus imortal!". Suas palavras justificam-se pela credulidade supersticiosa, apesar de que a palavra imortal para os romanos não era exatamente viver para sempre, mas sim atingir a fama de um deus romano. Partindo do preceito ensinado os judeus, aliás, um falso preceito, de que Cristo havia subido ao céu com corpo e alma, não seria de estranhar, pois os próprios imperadores tornavam-se deuses, a fim de escapar ao inapelável destino dos que nascem, a morte.
Calígula, por isso, fizera-se coroar como Deus-Sol, o Sol Invictus, o Hélios. Nessa época o Império romano embora em declínio, ainda dominava uma porção de províncias afastadas de Roma. O homem espoliado pela força bruta, unificada em torno das regiões sentindo não ser possível contar com a justiça humana, passa a esperar pela justiça dos deuses. Mas, mesmo assim, teriam de apelar para os deuses dos pobres e não dos ricos, privilegiados e poderosos. Conta a lenda que Osíris, o deus solar dos egípcios, foi morto por seu irmão Seth, o qual dividiu o corpo em 14 pedaços e os espalhou pelo mundo afora.
Ísis, sua esposa e irmã, saiu em busca dos pedaços, levando seu filho Hórus ao colo. Todos os anos o povo fazia a festa de Ísis, relembrando o acontecimento. Havendo conseguido juntar todas a partes do corpo, Osíris ressuscitou passando a ser incensado como o deus da morte e da sombra. Fora uma ressurreição conseguida pelo amor da esposa. Ísis separou a terra do céu, traçou a órbita dos astros, criou a navegação e destruiu todos os tiranos. Comandava os rios, as vagas e os ventos. Seu culto assemelhava-se muito ao de deidades como Astartê, de Adônis e de Átis, religiões muito aparentadas entre si, dominando toda a orla do Mediterrâneo. Seu culto era uma reminiscência do culto de Tammuz, um deus babilônio, cuja a crença já doutrinamos e já estudamos, ensinava que os deuses nasciam e renasciam, ressuscitando-se.
O judaísmo, e mais tarde o cristianismo beberam dessas fontes grande parte da sua liturgia. No cristianismo, vamos relembrar que encontramos Ísis representada pela Virgem Maria e Hórus transformado em Jesus Cristo. Maria e Jesus, fugindo de Herodes e indo para o Egito, é a mesma lenda de Ísis e Hórus, fugindo de Seth, dentre outras lendas análogas. O Deus-Homem que morria e ressuscitava, já era uma velha "crença religiosa" naqueles tempos. O cristianismo apenas deu novos nomes e novas roupagens aos deuses de velhas crenças.


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